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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Eu LI! #06

Batman: O Longo Dia das Bruxas - parte 1

Autor: Jeph LoebArte: Tim SaleEditora: Eaglemoss



Sabe o Batman detetive? E esse Batman que temos aqui neste encadernado. Por mais que os vilões clássicos apareçam o que se destaca mesmo nesta história e seu clima noir, o clima investigativo que prende você na história indo atrás de pistas juntamente com o Batman.

A história se passa durante o início de carreira do Cavaleiro das Trevas, e apresenta um serial Killer conhecido como feriado, que ataca em dias de celebração nacional. Ao longo de um ano de ataques, Batman tenta descobrir a identidade do assassino, enquanto enfrenta inimigos já conhecidos como Mulher-Gato, Coringa e Pinguim.
Como resistir aos encantos da Hera?

A história não tem muitos defeitos, ela realmente e muito boa, claro se procura ação, não vai encontrar muita aqui. O foco e a parte investigativa, o que torna a narrativa lenta, há muitas pistas para serem desvendadas, e o momento da porrada, da ação são sempre muito rápidos, que duram poucos quadros (pelo menos na edição 1 da Eaglemoss).
A sempre importante Mulher - Gato.

Jeph Loeb acerta a mão no seu roteiro do começo ao fim desta edição, o clima de mistério colocado na HQ e excelente. Fica dica para você que gosta da Trilogia Batman do Nolan, os dois primeiros filmes de sua serie se inspiraram muito nesta HQ. Temos o trio Batman, Comissário Gordon e Harvey Dent, tentando colocar a máfia de Gotham atrás das grades. Harvey e um dos personagens mais interessantes, ele está obcecado em prender os mafiosos, você vê que ele está muito próximo da loucura, mas se controla, mas a qualquer momento pode mostrar sua outra face. Outros importantes personagens aparecem na Hq, mas nenhum de forma gratuita, todos servem para avançar história, temos Coringa, Solomon Grundy, Hera Venenosa e a que mais se destaca a Mulher- Gato, também fica o destaque para o misterioso Feriado.

O olho da referencia brilha.


Uma HQ bem escrita muito bem desenhada, ótimo trabalho de Tim Sale, seu traço combina muito com a história, que serviu de inspiração para ótimos filmes, não tem mais o que dizer, se você curte minimamente o Batman tem que ler o Arco “O Longo dia Das bruxas”, ela te coloca para investigar junto com o Batman, você e praticamente um Robin.

De0a5: 4,5 Beijos da Hera.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Filmes de Julho3

MARGUERITE E JULIEN (2016)
Marguerite et Julien 2015

Dirigido por: Valérie Donzelli



105 minutos


BAH!!!, Dificil falar de um filme tão forte, em vários aspectos, vou tentar ser delicado e belo assim como o amor de Marguerite e Julien, mas sei que isso vai ser complicado assim como o amor de Marguerite e Julien.
Julien (Jérémie Elkaïm) e Marguerite (Anaïs Demoustier) de Raval, filho e filha do senhor de Tourlaville, amam-se ternamente desde a infância. Mas, quando crescem, o amor se transforma em uma paixão avassaladora. Sua aventura escandaliza a sociedade, que passa a persegui-los.


O forte amor que desde da infância já se mostra muito grande.

Acho que agora você já entendeu toda a polemica da obra, o assunto é bem delicado, mas o foco é o amor entre os dois, o certo e o errado estão lá, mas o principal e ver como era forte esse amor. O filme e muito lento, troca de olhares demoradas, cenas congeladas, se muita gente não deixar de assistir ele por achar imoral, acho que iram deixar de assistir na metade, por achar lento e cansativo. O relacionamento e bem construído, mas perde-se muito tempo no Julie e Marguerite juntos, agora separados, agora juntos, agora separados, só na final mesmo que o filme avança e ganha em ritmo. Um aspecto técnico que não me agradou muito, foi o fato da diretora querer dar um ar atemporal ao filme, toda sua fotografia e figurinos (Que são muito bonitos ambos) e dos anos 1600, época que a história realmente aconteceu, mas de repente ela joga um carro em cena e no final um helicóptero, ta ok, legal, mas para mim não funcionou, na verdade funcional para me tirar do filme, em cenas importantes. 


A religião e algo que esta dentro da família, dentro dos personagens e algo que os motiva, e a fé deles, mas também e aquilo que os condena.

Agora vamos a parte onde vamos brigar ou não. Uma das coisas mais interessantes e que gostei na obra, que ela e contada como um tipo de conto, como uma história que contamos para crianças antes de dormir literalmente. Quem narra a história e uma menina mais velha que está contando essa história para outras meninas mais novas em tipo de orfanato ou internato para meninas. Essa maneira de narrar a história é de uma poesia fantástica, você contar uma história de amor tão questionável de uma maneira tão inocente, ai filme acerta em jogar comigo. A obra e romântica de mais, sem ser pegajosa e boba, simplesmente romântica. Você se envolve com os personagens, o filme tem essa capacidade de fazer você torcer por um final feliz para os dois irmãos, por que além de sentir o amor que um sente pelo outro, você sente a dor que os dois passando por causa deste amor. Todas as cenas envolvendo os protagonistas são muito belas e delicadas, exceto uma das duas sequências de sexo do longa, onde os dois estão no meio de uma floresta sujos, no barro, é selvagem, propositalmente selvagem. A fotografia e belíssima, os figurinos e maquiagem estão maravilhosos.


Coisa linda de meu DEUS!

 A obra não levanta nenhuma bandeira, ela não quer forma uma nova ideia de pensamento, nem que você mude a sua. A mensagem e bem simples, antes de julgar Marguerite e Julien, olhe a história deles, veja o sofrimento que eles passaram, a não aceitação que eles tiveram a culpa que eles sentiam, mesmo sem não fazer mal a ninguém, mesmo sem entender o sentimento que eles sentiam.

De0a5: 3,8 melhores frases para se colocar na lápide.