Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de outubro de 2016

EU LI #07

Coleção: Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel


Os fabulosos X-Men: A saga da Fênix Negra
Roteiro:  John Byrne, Chris Claremont
Desenho: John Byrne


 

Sim vou escrever sobre um clássico da Marvel, e sim a Marvel tem clássicos. No final da década de 70 Chris Claremont e John Byrne (DEUS), unem forças para escrever uma das maiores historias de todos os tempos, sobre super heróis, X- Men: A Saga da Fenix Negra.
Voltando de uma missão do espaço os X-Men, acabam de descobrir o real poder de Jean Grey, a Fenix, que agora tem seu poder corrompido graças a interversão do sinistro grupo Clube do Inferno. Agora os X-Men terão que tomar sua decisão mais difícil de todas, matar Jean, ou deixá-la viver e colocar em risco a existência do universo.
Apesar do texto ser maravilhoso (já vou chegar nesta parte), ela ainda assim e uma HQ um pouco datada. Mais uma vez o personagem pensa na ação, vem o balão do pensamento, ele executa ação, balão do narrador explicado e depois o personagem ainda comenta a ação que acabou de executar, muitas paginas acabam ficando com um excesso de balões, não é um problema grave, mas atrapalhou um pouco a minha leitura, tornando ela em alguns momentos cansativa. (Mas daí eu parava e logo voltava cheio de animo).
O texto da revista e fabuloso, consegue dar profundidade aos personagens, você sente todo o drama do casal Jean e Scott, essa relação familiar entre os X-Men que HQ mostra e muito boa, dando um ar de realidade. O drama em particular de Jean e muito forte, você sente a dor dela após descobrir os atos horríveis que a Fênix Negra fez. Isso mesclado com sequências de ação maravilhosas, como a luta na sede do “Clube do Inferno”, onde temos um Wolverine de verdade,partindo para porrada franca, e o confronto final na base do império Shiar, fazem desta HQ realmente um clássico.
E isso que o povo gosta, é isso que o povo quer!
E nesta saga que temos a apresentação de novos personagens, como Crystal e Kitty Pryde, essa última viria a ser tornar uma personagem importantíssima dentro do grupo dos mutantes.
Geralmente eu acho os dois muito chatos, mas desta vez deu ate um pouco (pouquinho de pena).


Uma HQ com um roteiro espetacular, sabendo lidar com momentos de drama fortíssimos, mas sem perder ação, por que os combates são inúmeros e muito intensos. Temos um desenhista no seu auge, a arte da HQ já vale, você parar e conferir ela. A Saga da Fênix Negra e o melhor que você pode encontra de X-Men, recomendo muito que leia ela, se curti um pouco de quadrinhos, não vai se arrepender, ela e fabulosa (sacaram??)
De0a5: 4,8 Professor X, FDP!!!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Filmes de Agosto2

Esquadrão Suicida (2016)

Suicide Squad

Dirigido por: David Ayer


123 minutos


Vamos lá, não dá para fugir. Eu realmente queria ter amado o filme, de verdade, eu gostaria de sair do cinema querendo ser um membro do Esquadrão, mas infelizmente o filme não deixou, ele não me empolgou a este ponto, não é um lixo, o pior do ano, mas esta beeeeem longe dos melhores blockbusters do ano.
Uma grande ameaça surge e a agente governamental Amanda Waller (Viola Davis) decidiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. Assim que o improvável time percebe que eles não foram escolhidos para vencerem, e sim para falharem inevitavelmente, qual será a escolha dos integrantes do “Esquadrão Suicida”?
Bons personagens, mas não um bom grupo.

Se você tem um roteiro fraco, previsível, cheio de clichês ok, desde que outros elementos técnicos do filme consigam suprir sua falta de roteiro. As atuações estão boas, mas só isso não serviu para impulsionar muito a obra. O longa faz algumas escolhas bem erradas, prefere não apresentar direito alguns personagens, para apresentar o Coringa (Eu até gostei do Coringa, mas foi um personagem bem desnecessário) ou pior, tira essa introdução para encher de cenas de ação repetitivas. Parece que um filme tinha (e realmente tinha) muita coisa para contar e o tempo do filme era pouco, então foram pulando e correndo, toda essa correria atrapalhou de mais a obra, você não sente o peso da missão. O filme foi vendido como um grupo de vilões, mas não são, eles não são heróis, mas estão anos luz de serem vilões.
Eu gostei, sei lá o que, mas gostei.

Se como grupo os personagens não funcionam, individualmente alguns conseguem se destacar, o casal Arlequina (Margot Robbie) e Coringa (Jared Leto) gostei das cenas delas, apesar do relacionamento ser diferente das Hqs eu gostei tem futuro. Pistoleiro (Will Smith) o cara tem carisma, e diferente do personagem dos quadrinhos, mas é daí, foi o mesmo Will Smith de sempre e daí, eu gosto dele, segue assim meu filho. E por último Amanda Waller (me engravida Viola) que mulher, que presença, ela sim era uma vilã de verdade, que mulher poderosa, tanto Amanda como Viola. Todos os outros membros do Esquadrão também conseguiriam entregar bons personagens, fica o destaque para o divertido Capitão Bumerangue (Jai Courtney).
Isso sim e um bom ´personagem, apesar da falha da montagem no final do filme.
Por mais que o filme, seja divertido, seus personagens sejam carismáticos e convidativos, a sua falta de coerência no roteiro, atrapalharam de mais a experiência de assistir a esse longa. Vale a pena você assistir sim, vai dar boas risadas, curtir algumas músicas, ver um bom figurino, algumas cenas de ação, mas é só, a história e um fiapo que não sai quase nada, o vilão e jogado, alguns personagens são jogados, não ficou a impressão de queriam fazer um bom filme, mas simplesmente me entreter com cenas engraçadas e de ação, e conseguiu muito bem, mas só isso foi pouco.
De0a5: 2.9 HAHAHAHA

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Filmes de Agosto

Um Deslize Perigoso (2015)

Dope

Dirigido por: Rick Famuyiwa

103 minutos



Esta aí um filme que eu fiquei apaixonado. E uma obra com clima “filme de sessão da tarde”, aqueles onde amigos se envolvem em altas confusões na escola, com muitas coisas exageradas e um baile de formatura no final, e bom né? Mas “Um Deslize Perigosos” também é uma crítica social muito bem feita, e muito real, fazendo você refletir ao terminar o filme.
Malcolm (Shameik Moore) é um nerd/geek que leva a vida em um bairro violento em Los Angeles enquanto se desdobra nas admissões das faculdades, entrevistas acadêmicas e provas de conheciment, Malcom recebe um convite para ir em uma festa underground que o leva em uma aventura, permitindo que ele se transforme de nerd/geek à narcótico.
Para não dizer que o filme e perfeito (mas ele e quase) vou apontar o que me incomodou, não muito, na verdade bem pouco. Particularmente achei exagerado e sem sentido toda a participação do homem com quem Malcon faz a entrevista para 
conseguir uma indicação para Harvard, e todo o envolvimento do mesmo homem com a droga que está escondida na mochila de Malcon, isso funciona para trama, mas fica meio forçado.


Tentando fugir da tentações.
O roteiro e simples, mas é incrível, toda a dinâmica do filme funciona bem. A forma como e apresentado os problemas e as soluções são de uma criatividade fabulosa. Mais uma obra a qual me identifiquei, o que mais me chamou atenção para o filme, foi a identificação, mas uma vez eu assisto um filme que  tem um pouco de Vagner. Por já ter sido um jovem adolescente negro nerd, apaixonado por uma cultura altamente dominada por brancos, onde e difícil você se identificar, e ao mesmo tempo vive na periferia, cercado pelas drogas e criminalidade, que por mais que seja errado, não deixa ser um caminho atraente (Não use drogas).
Não tentando fugir das tentações.
Por mais que o filme carregue todo um peso, o discurso de luta bem forte, ele consegue ser muito inocente e divertido, com adolescentes passando por situações engraçadas, tentando curtir a vida. O trio principal está espetacular, Diggy (Kiersey Clemons) e Jib (Tony Revolori) São bons, mas Shameik Moore está um nível acima, nos diverte com seu jeito de se vestir, de falar quase sem nenhuma gíria, totalmente o oposto daquilo que esperávamos dele, e os momentos da trama  que ele atua com uma verdade que você sente a dor do personagem. Como falei anteriormente o filme tem um discurso, suas falas sobre racismo, são muito bem escritas, bem colocadas, o filme trabalha bem isso, mas o discurso final de Malcon e perfeito, claro tem um clichê seja você mesmo e tudo termina bem, mas até isso cai bem no filme.
Ja sou fã da banda.
Um filme que uma viagem, “Bem loko”, jovens se aventurando no High School american, se você assistiu “Sessão da Tarde” nos anos 80 e 90 vai adorar o clima do filme, se você curte um filme mais questionador que faça você refletir sobre a sociedade de hoje, sobre como as pessoas julgam umas às outras, só por causa, da roupa, do corte de cabelo, da cor da pele, da opção sexual e ainda te coloca para calcular bitcoins, vai adorar este filme. Tecnicamente o longa também e muito bom, uma direção impecável acompanhada de uma trilha sonora bem dançante, se jogue na vibe da Lily.

De0a5: 4,8 Tortas

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Filmes de Julho3

MARGUERITE E JULIEN (2016)
Marguerite et Julien 2015

Dirigido por: Valérie Donzelli



105 minutos


BAH!!!, Dificil falar de um filme tão forte, em vários aspectos, vou tentar ser delicado e belo assim como o amor de Marguerite e Julien, mas sei que isso vai ser complicado assim como o amor de Marguerite e Julien.
Julien (Jérémie Elkaïm) e Marguerite (Anaïs Demoustier) de Raval, filho e filha do senhor de Tourlaville, amam-se ternamente desde a infância. Mas, quando crescem, o amor se transforma em uma paixão avassaladora. Sua aventura escandaliza a sociedade, que passa a persegui-los.


O forte amor que desde da infância já se mostra muito grande.

Acho que agora você já entendeu toda a polemica da obra, o assunto é bem delicado, mas o foco é o amor entre os dois, o certo e o errado estão lá, mas o principal e ver como era forte esse amor. O filme e muito lento, troca de olhares demoradas, cenas congeladas, se muita gente não deixar de assistir ele por achar imoral, acho que iram deixar de assistir na metade, por achar lento e cansativo. O relacionamento e bem construído, mas perde-se muito tempo no Julie e Marguerite juntos, agora separados, agora juntos, agora separados, só na final mesmo que o filme avança e ganha em ritmo. Um aspecto técnico que não me agradou muito, foi o fato da diretora querer dar um ar atemporal ao filme, toda sua fotografia e figurinos (Que são muito bonitos ambos) e dos anos 1600, época que a história realmente aconteceu, mas de repente ela joga um carro em cena e no final um helicóptero, ta ok, legal, mas para mim não funcionou, na verdade funcional para me tirar do filme, em cenas importantes. 


A religião e algo que esta dentro da família, dentro dos personagens e algo que os motiva, e a fé deles, mas também e aquilo que os condena.

Agora vamos a parte onde vamos brigar ou não. Uma das coisas mais interessantes e que gostei na obra, que ela e contada como um tipo de conto, como uma história que contamos para crianças antes de dormir literalmente. Quem narra a história e uma menina mais velha que está contando essa história para outras meninas mais novas em tipo de orfanato ou internato para meninas. Essa maneira de narrar a história é de uma poesia fantástica, você contar uma história de amor tão questionável de uma maneira tão inocente, ai filme acerta em jogar comigo. A obra e romântica de mais, sem ser pegajosa e boba, simplesmente romântica. Você se envolve com os personagens, o filme tem essa capacidade de fazer você torcer por um final feliz para os dois irmãos, por que além de sentir o amor que um sente pelo outro, você sente a dor que os dois passando por causa deste amor. Todas as cenas envolvendo os protagonistas são muito belas e delicadas, exceto uma das duas sequências de sexo do longa, onde os dois estão no meio de uma floresta sujos, no barro, é selvagem, propositalmente selvagem. A fotografia e belíssima, os figurinos e maquiagem estão maravilhosos.


Coisa linda de meu DEUS!

 A obra não levanta nenhuma bandeira, ela não quer forma uma nova ideia de pensamento, nem que você mude a sua. A mensagem e bem simples, antes de julgar Marguerite e Julien, olhe a história deles, veja o sofrimento que eles passaram, a não aceitação que eles tiveram a culpa que eles sentiam, mesmo sem não fazer mal a ninguém, mesmo sem entender o sentimento que eles sentiam.

De0a5: 3,8 melhores frases para se colocar na lápide.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Filmes de Julho

O Diário de uma Adolescente (2015)

The Diary of a Teenage Girl

Dirigido por: Marielle Heller

102 minutos


Mais uma vez eu vejo um filme que não é perfeito, mas é essencial, pontual nos seus questionamentos, trazendo um assunto que deveria ser natural, porem e extremamente delicado, como a sexualidade feminina.

Minnie Goetze (Bel Powley)  é uma adolescente da década de 1970 que busca amor, aceitação e um senso de propósito no mundo. Ela começa um complexo relacionamento com o belo namorado de sua mãe e vive suas primeiras experiências envolvendo drogas e sexo.


Minnie e sua mãe Charlotte 




Uma obra muito bem realizada, com seu roteiro fechado, sua narrativa, embora tenha seus momentos de delírios, onde mistura quadrinhos com cinema, funciona bem. Seria um filme bem mais ou menos se não fosse o assunto que ele aborda, tem personagens meio deslocados, por melhor que o roteiro se seja bom, ele não surpreende, mas o tema central do filme faz ele ganhar força. O filme, por mais que nos mostre Monroe (Alexander Skarsgård) como uma boa pessoa, um pouco imaturo, bobo, mas com planos para seu futuro, isso não que dizer que o relacionamento dele com Minnie seja uma coisa boa (ate por que em nossa sociedade isso é crime), que devemos aceitar. E natural que algumas pessoas não gostem do filme justamente por causa da forma como ele aborda esse relacionamento, mas galera, estamos vendo o longa através do olhar de Minnie, uma adolescente que esta em crise, e com hormônios a flor da pele, não é do seu (espectador) olhar, por isso Monroe não e mostrado como um predador um cara aproveitador, por que não é assim que Minnie o via, só por isso.



Monroe e seu bigode, que estilo.

Minnie uma garota forte, decidida e esta na adolescência, coitada. A atuação de Bel Powley e muito boa, ela esta longe de fazer o papel de uma Lolita, ela não gosta do seu corpo. A atriz consegue nos passar muito bem as duvidadas de Minnie, entre me tornar adulta, por que faço coisas de adultos, ou ser criança, por que não entendo os adultos e seus códigos.


Querido diário.

O filme não tem cenas marcantes, as falas de Minnie são boas, seus diálogos bem escritos, honestos, tudo parece muito natural, seus momentos de delírios, visualmente falando são beeem legais, a fotografia, figurinos e a trilha sonora, conseguem recriar bem as San Francisco dos anos 70, toda o espirito sexo, drogas e rock N' roll do filme e muito bem construído.

O longa fala sobre a sexualidade feminina, pode haver coisas que possam incomodar você, que possa ver como errado (porque realmente e errado, é crime), mas a ideia principal do filme e algo que deve ser mais falado. Meninas adolescentes, falam de sua sexualidade, meninas se divertem descobrindo sua sexualidade, sim isso e natural, assim como meninos, se você acha que um filme por falar sobre esse assunto e radical de mais, significa que precisamos de mais filme que falem da sexualidade feminina. 

De0a5: 4,0 Apertos de mão, com força e olhando fixamente para os olhos da outra pessoa, enquanto mentalmente você fala "Eu sou melhor que você seu filho da..."

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Filmes de Junho5

Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos  (2016)

Warcraft 

Dirigido por: Duncan Jones

123 minutos


Já vou logo avisando, que nunca joguei Warcraft, e também não esta na minha lista de jogos para se jogar, e infelizmente jogar esse jogo e essencial para você o assistir  filme e achar ele maravilhoso (como eu gostaria achar ele maravilhoso), se não teve essa experiencia o filme e uma bagunça, é ruim? não, é um filme bom? Muito menos.


Um inicio de filme muito promissor.
O reino pacífico de Azeroth está à beira de uma guerra enquanto sua civilização enfrenta uma raça temível de invasores: guerreiros Orcs fugindo de sua casa moribunda para colonizar um novo lugar. Enquanto um portal se abre para conectar os dois mundos, um exército enfrenta destruição e o outro enfrenta a extinção. Ao que dois heróis, de lados opostos iram se unir e decidir o destino de suas famílias, seu povo e seu lar. 

A ambientação do filme é realmente muito boa.

Tudo e muito acelerado na obra, já começamos com a partida dos Orcs do seu mundo, sem explicar  o que são eles direito. Vamos para o mundo dos humanos, que é uma bagunça apesar de estar vivendo em momento de paz. As apresentações de personagens, isso sim, no filme são horríveis (tirando a apresentação da família principal de Orcs), você não entende quem e quem, quem a mulher do rei, quem irmão de quem, são todos jogados na mesma sala e o dialogo que segue nesta cena também não ajuda.  A forma como o mago principal o "Guardião" e apresentado também não é bem executada, logo de cara você já mata o plot do filme. Mas o pior mesmo são as relações entre personagens humanos e uma meio "Humana", a relação Anduin Lothar (Travis Fimmel) e seu filho, não convence, muito menos o seu romance com Garona (Paula Patton), tudo isso muito forçado. Sem muito spoiler o filme quer nos fazer sentir a perda de alguns personagens no final da trama, mas ele não trabalha quase nada para criar uma simpatia entre publico e personagem, para que a falta destes personagens seja sentida, você acaba não dando a minima para os seus sacrifícios, OK, um deles realmente tem uma pouco mais de historia, mas seu sacrifício, também não funciona para narrativa, não leva a lugar nenhum (Estou falando de um Orc).


SIM a mistura de raças, NÃO a isso ter ficado tão mal feito

Os Orcs são fantásticos, a introdução de Durotan (Toby Kebbell) e sua família são bem feitas, a física deles e muito boa, todos os combates são maravilhosos, o melhor e perto do final um Orc Vs Orc, espetacular. Para os fãs deve ter sido ótimo, o longa mostra vários lugares, e faz questão de falar os nomes deles, quando isso não acontece aparece uma legenda mostrando o nome do lugar, para um fã isso deve ser maravilhoso, ver um lugar onde você passou horas jogando, por que não vivendo lá dentro, agora sendo retratado de maneira real. Os cenários  ficaram bem feitos, tudo muito magico, fantástico, mas também com toque realista, esse equilíbrio do real e fantástico o filme tem, e isso e muito bom.


Eu sou da Horda

Se você me falar que eu não gostei do filme (embora eu tenha gostado) por que eu não sou fã dos games e não entendi as referencias, você esta certo, mas se você falar que o filme e bom só por que tem as referencias, ai eu não concordo com você. O longa não é a continuação do jogo, ele pode sim fazer suas referencias, mas deve se sustentar sozinho como filme, coisa que infelizmente não acontece, não e pior filme do ano, ele apenas não convence como obra cinematográfica, mas funciona como diversão, seus efeitos são ótimos, se você conseguir comprar a premissa do filme vá jogar o jogo, e depois assisti-lo.

De0a5: 2,9 pela horda ou pela aliança

sábado, 18 de junho de 2016

Filmes de Junho4

Truman (2015)

Truman

Dirigido por: Cesc Gay

108 minutos



Amizade bela, verdadeira ,quando bem trabalhada geram ótimos filmes, como "Truman". Não vou dizer que é uma obra perfeita, ate por que ela tem seus equívocos, mas no que se propõem em nos colocar frente a  frente com a morte eminente, um filme com seu fundo bem triste, mas com sua superfície muito colorida e divertida.


Apesar de aparecer pouco, Truman e bem simpatico.
Dois amigos de infância, se encontram depois de muitos anos. Eles passam uns dias juntos, lembrando os velhos tempos e grande amizade que se manteve com os anos, tornando-os inesquecíveis, devido o seu reencontro ser também o último adeus.

Uma das melhores sequencias do filme.

Pode ate ser um filme que fala de um tema bem pesado, porem o filme e bem leve, assim como tem momentos tristes de encher os olhos de lagrimas, temos momentos super divertidos. A obra que leva o nome do cachorro de Julián (Ricardo Darín), cachorro que ate aparece bem pouco no filme, mas e justificado por que o filme e sobre a amizade e Truman serve para simbolizar a ligação que os dois amigos iram ter mesmo apos a partida(SPOILER). Se for para ser chato, e ver pelo em ovo, vou falar que não gostei da inserção da personagem Paula (Dolores Fonzi), tem seu valor, ela vê o outro lado da situação que Julián esta passando, mas achei meio forçado sua aparição e seu romance com Tomás (Javier Cámara).( SPOILER).


Grandes consequências saem deste jantar.
O filme tem ar depressivo, pode ser no figurino de Julián, que esta sempre de escuro, ou quando entra Paula em cena, mas no geral ele tenta sempre suavizar isso, tratar a morte com uma naturalidade (algumas vezes você poderá achar ate de mais), principalmente Julián. Em nenhum momento ele mostra duvida, ou pensa em voltar atras sobre sua decisão, e essa confiança ou aceitação e muito positiva para o personagem, que vai mostrando muita coragem ao longo da obra, tendo ótimas cenas principalmente em restaurantes onde ele solta toda sua sinceridade. Julián também tem suas fragilidades, seu momentos vulneráveis, apesar de toda sua força, isso fica claro no momento que ele visita o casal onde vai deixar Truman para ver se ele se adapta a casa nova, e também na sequencia toda onde ele viaja para vistar seu filho. Falando neste sequencia da viagem de Julian para visitar seu filho, ela uma das minhas favoritas, começa muito engraçada, a rápida "discussão" entre Julián e Tomás, para comprar as passagens depois ela ganha um peso no final na despedida dele com seu filho, onde Julian esta muito frágil emocionalmente e essa dor sentimento de despedida só aumenta quando ele reencontra sua ex mulher a mãe do seu filho. (Admito ai deu aquela vontade de chorar)

Um cisco no meu olho aqui.

Colocar cachorro para fazer as pessoas chorarem em um filme é fácil, e certeiro, por mais que "Truman" tenha isso, ele não é só isso, seu roteiro não é muito profundo, ele não escapa de muitos clichês, porem não é só uma trama para te fazer chorar, e sim também lhe fazer pensar, muito graças as ótimas atuações. O valor da amizade mostrado no filme e enorme, por mais que a obra tenha um tom de despedida, fica uma sensação de eternidade entre a amizade Julian e Tomás, tudo isso da melhor maneira leve e bem humorada. A partida e triste, toda despedida de alguém que amamos e melancólica, mas faz parte da vida,  "Truman" mostra muito bem essa passagem, aposta nas memorias boas que temos daquele que vai partir, não apenas na perda.

De0a5: 4,5 Viagens para Holanda

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Filmes de Junho2

Ave, César! (2016)

Hail, Caesar!

Dirigido por: Ethan Coen / Joel Coen

106 minutos


Olha, que elenco, que direção, que filme bom de se assistir. Os irmãos Coen quando acertam, acertam em cheio "Ave, César!" é uma bela homenagem a Hollywood dos anos 40/50, se você curte cinema desta época prepare-se para encher os olhos.

Hollywood, anos 1950. Edward Mannix (Josh Brolin) é o responsável por proteger as estrelas do estúdio Capitol Pictures de escândalos e polêmicas e vive um dia intenso quando Baird Whitlock (George Clooney), astro da superprodução Hail, Caesar!, é sequestrado no meio das filmagens.

Josh Brolin espetacular.

E uma obra referencial a Hollywood dos anos 40/50, se você não tiver muito conhecimento sobre cinema, sobre o que produzido na quela época, quem eram os astros, o filme ate pode ser engraçado, mas também pode não funcionar com você, esse pode ser o único ponto franco do filme (que nem e tão fraco assim), a necessidade de conhecer cinema para entender por completo todas as sátiras que o filme faz.

Sempre bela.(SEMPRE)
Não e de hoje e os irmãos Coen fazem homenagem a Hollywood, e mais uma vez tudo isso muito bem feito. A historia do filme e bem simples, posso dizer que ate e meio boba, mas os diretores colocam tantos elementos interessantes no meio, que o mais importante que tentar resolver o sequestro, e acompanhar toda a jornada dos personagens e a resolução do crime fica de segundo plano.

Um dos melhores personagens, Alden Ehrenich um bom ator.( ele e futuro novo Han Solo)
Os filmes que são mostrados dentro do filme, são maravilhosos rende ótimas cenas, eu queria ver mais deles, não só o épico, que o maior filme do estúdio "Ave,César!", mas também os musicais de Scarlett Johansson e Channing Tatum, com a cena dos marinheiros e ótima, mais tarde ele retorna ao filme para uma cena hilaria. Um ator que rouba a cena e Alden Ehrenreich que interpreta um ator que só sabe atuar em western e acaba sendo escalado para filmar um drama, temos uma sequencia maravilhosa entre ele e  Ralph Fiennes que faz o diretor, a cena e ligada ao sotaque do ator e sua dificuldade de pronunciar certas palavras, fabuloso.

Tatum agora sim,sensual sem ser vulgar.
Um baita filme, seu enredo não é complexo, não tem reviravoltas, não tem grandes romances, um vilão, nada, mas mesmo assim sua a narrativa alegre e cheia de saudosismo, funciona, e gosto de se assistir, se você tem um breve conhecimento sobre cinema vai adorar, se é um cinéfilo, vai AMAR esta obra dos irmãos Coen (se não tem, vai achar um bom divertimento).

De0a5: 4,8 Would That It Were So Simple

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Fimes de Junho


Turma 94 – O Grande Encontro (2015)

The D Train

Dirigido por: Andrew Mogel / Jarrad Paul

101 minutos



Não se engane pela sinopse, pelo cartaz, muito menos pelo o elenco, neste filme não é só um amontoado de cenas onde Jack Black faz caretas e não faz nada alem de ser o "gordinho engraçado" (OK, isso tem aqui também). O longa consegue ter peso, ser forte quando tem que ser, e tem momentos bem tensos, que acho  que pode  ate ser capaz de mexer um pouco com seu psicológico (ou talvez eu fui longe de mais).

Me lembra alguém (EU) nas festa.

Próximo da 20ª reunião da antiga classe do ensino médio, Dan (Jack Black) ainda não consegue se livrar das inseguranças do colegial. Dan tenta convencer o cara popular da classe em ir ao evento, mas quando chega para convidar seu amigo, uma noite selvagem toma um rumo inesperado.


Uma linda amizade, uma noite magica.
Vou ter que dar um spoiler para falar do que eu não gostei (desculpa). O filme vai para um lado bem interessante, determinado momento ele toca no assunto homossexualismo, isso e positivo mas  não por completo (calma, vou explicar melhor). O relacionamento de Dan e Oliver (James Marsden), vai alem de uma noite de bebidas, foi um momento bem rápido, sim, os dois estavam  "fora de si", segue o filme, e Dan volta para a casa fortalece seu relacionamento com sua esposa e filhos. Mais tarde isso volta, ai que esta o problema do filme, ele não sabe se vai aprofundar isso, se realmente existe algo entre os dois (que boa parte do filme da a impressão que sim), "Sera que tem algo que vai alem da admiração, ou que vai utilizar isso apenas como piada", "Olha só esses dois, que engraçados, que loucos". Deu a impressão que ia ser um filme com uma certa temática, de repente  desistiram  "Deixa assim, aquilo lá trás não foi nada", tem um dialogo entre Dan e Oliver no final, mas que também não esclarece muito, em fim, essa duvida me deixou confuso, me perdi um pouco no final do filme. Os dois tiveram uma noite intensa por que estavam "chapados" ou realmente tem algo mais, a explicação do foi "loucura" dos dois tira o e peso e força que o filme vinha tendo.


A partir daqui o filme vai para um lado bem interessante

Mas não da para dizer que o filme não teve coragem (faltou ele manter ela ate o final) e difícil vermos  um homem de meia idade, tendo sua masculinidade e duvidas sexuais retratas desta maneira no cinema atual. Embora o tom cômico seja a levada do filme, a momentos bem sérios onde o filme abre espaço para discussões e reflexões, sobre a sexualidade do homem e sua necessidade de firmar sua heterossexualidade, quando filme aborda isso, ele fica bem interessante. O humor também tem seus ótimos momentos principalmente nas interações de Dan com seu Chefe Bill Shurmur (Jeffrey Tambor).


Esse dois juntos rendem cenas muito boas

Longe de ser um excelente filme, mas "Turma 94 – O Grande Encontro", tem elementos que o diferencia de outros filmes do gênero. Traz elementos diferentes, seu enredo e bem pensado, as atuações são boas e ainda tenta passar uma mensagem positiva no final, que pode funcionar para alguns e outros podem achar forçado. O plot da relação de Dan e Oliver e bem interessante é o destaque positivo do filme, claro deveria ser melhor explorado, mas levantar alguns questionamentos bem interessante já foi valido.

De0a5: 3,5 Amizades