quinta-feira, 20 de julho de 2017

Filmes de Julho

Homem-Aranha: De Volta ao Lar 2017

Spider-Man: Homecoming

Dirigido por: Jon Watts



Não é espetacular, ainda não foi dessa desta vez que eu sai do cinema com  a certeza de ter visto realmente de “verdade” o Homem Aranha na grande tela, mas devo admitir, que o longa e uma diversão imperdível.

Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.

Os problemas do longa só iram aparecer, para aquelas pessoas que realmente conhecem o cabeça de teia, que entendem da verdadeira essência do amigão da vizinhança. Peter pode até ser irresponsável e se deslumbrar com os seus poderes, e com os vingadores, pois ainda é um adolescente, mas o Homem Aranha não, deste o início de sua jornada, sempre foi claro para ele que “com grande poderes vem grandes responsabilidades” por isso veste o traje do Aranha para combater o crime. Confesso que estou sendo o "nerd" chato, mas infelizmente senti falta do heroísmo do personagem. 


Ned e Peter, uma ótima dupla.

A diversão, isso não tem como negarmos, o longa acerta em cheio, e uma obra muito gostosa de se assistir. Todo elenco funciona muito bem, o grupo adolescente tem uma interação legal com Peter, em nenhum momento fica forçado, e Ned (Jacob Batalon), tem ótimas cenas como o nerd da cadeira. E difícil a Marvel acertar nos seus vilões, mas Abutre (Michael Keaton), foi bem contextualizado, você entende suas atitudes consegue compreende-lo mesmo ele sendo o vilão do longa. Temos um plot twis, com ele no arco final do filme, que nos rende uma ótima cena entre e ele Peter, indo para o baile no carro, como o jogo de luz e close fechados, magnifico . E Tom Holland está muito bem, nossa, o guri realmente tem carisma, e impossível, repito impossível não gostar da sua atuação, seu Homem Aranha deslumbrado,atrapalhado e fabuloso.


Apesar de não ter muitas sequencias de ação, as que o filme apresenta são muito boas. (Detalhe na piada sobre racismo antes desta cena)

Não é o melhor filme da Aranha (sim eu ainda gosto dos do Sam Raimi), mas sem sombra de dúvidas e o mais jovial e divertido. Ação e muito contida, em um pequeno espaço mais funciona bem, o roteiro não tem furos, e uma obra boa de se assistir. Temos cenas fabulosas, como o Homem Aranha atirando teias num campo de golfe, a integração completa dele no universo Marvel e muito bem construída, o vilão finalmente está bem, temos referencias e boas referências o tempo todo, a filmes antigos, ao mesmo tempo e nos mostrado um Homem Aranha, mais tecnológico, que se relaciona bem com o público jovem de hoje, todos os dramas são bem trabalhadas, uma obra muito bem realizada, bem pensada. Vá correndo ao cinema e assista o amigão da vizinhança, se não é a melhor adaptação de quadrinhos, e um excelente filme de comedia/ação.

De0a5: 4,6 paciência 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Filmes de Maio3

Alien: Covenant (2017)

Alien: Covenant

Dirigido por: Ridley Scott



Me tomei de coragem e fui assistir esse novo filme da franquia Alien, mas confesso que fui já desconfiado com o que eu iria ver. A obra funciona bem alguns momentos como suspense, ou terror bem slasher, mas apenas quando você está “acordado” assistindo, por que é difícil se manter preso ao filme, que vai para um lado filosófico, (bacana, porem desnecessário, já que assunto não evolui), destruindo o ritmo do longa.

2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos.

O maior problema do longa é apresentar ideias e conceitos, e não se aprofundar neles, ele inicia alguns questionamentos filosóficos e religiosos, mas trava e não vai, ele traz elementos de ação e para, com seu início, nos faz pensar que veremos o conceito de Alien de 79, mas também para. Fora essa constante duvida que o longa apresenta, de o que verdadeiramente ele quer ser, a tripulação da nave “Covenant” e suas trapalhadas (BURRICES) nos tiram completamente do filme, serio que a engenheira treinada vai explodir sua própria Nave a tiro? Serio que o capitão (CAPITÂO), vai acreditar em alguém que ele acabou de ver que estava envolvido na morte de uma das pessoas de sua equipe?


Na frente Walter e atras os trapalhões, digo a tripulação de Convenant.

Mas ficar só apontando coisas negativas eu estaria sendo injusto com o filme, por mais que não se aprofunde nos traz discussões bacanas, sobre criadores e criaturas, o homem e Deus. Nesses momentos brilha Fassbender, que faz o papel de dois Androides, Walter (Rutinha) e David (Raquel), tanto no prologo do filme, quanto mais adiante, os melhores diálogos, são dele, fazendo até um tocar de flauta algo interessante. Tirando Daniels (Katherine Waterston) que cumpre bem o seu papel de protagonista e nada mais, o resto esquecível.  A parte visual do longa, o design das naves e roupas, isso e espetacular como sempre.

A competente Daniels

Dentro do universo Alien, “Covenant” faz sentido, completa algumas lagunas, nos da respostas para as consequências de " Prometheus ", mas como obra cinematográfica, ele é “mais ou menos”, apesar da  boa direção temos bons planos e um bom posicionamento de câmera,  mas ele promete muita coisa, cria uma tensão no seu primeiro ato, traz discussões filosóficos no segundo, e no terceiro e só um slasher de terror, com direito assassino excitado (SIM ISSO ACONTECE) matar um casal no meio do ato sexual.

De0a5:  2,5 Mãos perdidas.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Filmes de Maio2

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)

Guardians of the Galaxy Vol. 2

Dirigido por: James Gunn



Se o primeiro foi uma grata surpresa, que me fez sair mega contente do cinema logo após a sessão, essa continuação, embora não traga nada de novo, foi uma confirmação, que me fez sair da sessão mais uma vez feliz e realizado.

Os Guardiões precisam lutar para manter sua recém descoberta família unida, enquanto descobrem os mistérios sobre o verdadeiro pai de Peter Quill.

Tirando a parte confusa da explicação da origem de Ego e tudo ser meio deslocado  e corrido nela, e a minha parte de fã de quadrinhos chato, que queria ver um Planeta com rosto e falante, o filme é bom.

 E incrível a sensação de voltar a ver os guardiões, por que você se sente muito à vontade no meio deles, James Gunn consegue nos colocar para dentro da família. O longa apesar de ser uma fantasia espacial, e ter sequencias maravilhosas de ação, Como Yondu e sua flecha, Rocky na floresta, e a grandiosa luta final entre Peter e Ego, que é fantástica, sem falar nas batalhas de naves(UAU!), mas o longa nos ganha ao “humanizar”, os personagens, e trabalhar muito bem todos eles, desde do pequeno e fofo graveto ate o rabugento ser azul, com seu moicano vermelho, sentimos uma afinidade e nos importamos com os personagens, uma obra cheia de emoções.

Que grupo//família maravilhoso.
Mesmo com essa carga emocional tão forte, até por que falar sobre família exige isso, “Guardiões da Galáxia Vol 2”,  não perde em nada, no quesito humor para seu antecessor. Temos incansáveis cenas cômicas, porem o filme tem um grande destaque na parte visual, todos os cenários e figurinos, muito coloridos e agradáveis aos olhos. Não vou me prender em falar das atuações, todos estão ótimos, até as pequenas participações especiais esta fabulosas. Eu particularmente gostei muito de Drax (Apesar do humor exagerado) e o MEGA,SUPER, HIPER , BLSATER FOFO Baby Groot.

Existe algo mais fofo?(Eu quero um)

Mais uma vez “Guardiões” acerta em cheio, apesar de repetir a fórmula do primeiro filme (o que não é um problema grave, por que essa formula funciona bem), o longa avança na história, você percebe uma evolução nos personagens. A história, o roteiro em si, não é o ponto forte do filme, mas sim os personagens e sua interações uns com os outros, o longa apesar de toda a sua loucura, consegue abordar assunto da paternidade como nenhum outro o filme, com inúmeras figuras paternas, mostrando as consequências da presença ou ausência dessa figura. E fica aqui o grande acerto do filme,  nos colocar para dentro da família “Guardiões da Galáxia”.

De0a5: 4,7 HAHAHAHAHAAHAHAHA!!!

sábado, 13 de maio de 2017

Filmes de Maio

Colossal (2016)

Colossal

Dirigido por: Nacho Vigalondo


Às vezes, a nossa vida está totalmente sem rumo, estamos perdidos, parece que tudo está desmoronando, parece que um Kaiju, está passando e destruindo tudo, e como tirar forças e enfrentar tudo isso?
Glória (Anne Hathaway) é uma mulher comum que depois de perder o emprego e terminar o seu relacionamento é forçada a deixar sua vida em Nova Iorque e voltar para sua cidade natal. Quando surgem relatos noticiosos de que uma criatura gigante está destruindo Seul, na Coréia, Glória gradualmente percebe que possui uma ligação com esse fenômeno.
E aquele tipo de filme que você tem que embarcar na viagem dele, se não fizer isso, não vai curti-lo. O início lento, a relação confusa entre personagens e monstros, tem que superar essas barreiras para ir até final da obra, pode não ser fácil, por que esse surrealismo todo, pode não ser o seu gosto. E tudo muito confuso, as informações são jogadas, a explicação para aparição dos monstros só acontece no final, apesar da tensão a revelação e bem boba e sem sentido, sem muita coisa ser respondida (referente aos monstros).
Porem se você comprou a viagem do filme, ótimo, vai se divertir bastante. Apesar dos Kaijus chamarem bastante a atenção, eles não são o foco principal da obra, são apenas coadjuvantes de luxo. O foco e Gloria, e seus monstros interiores, como o alcoolismo. Essa abordagem inventiva que o longa constrói, transformando nossos medos e frustrações em monstros de verdade, é uma ótima ideia e funciona muito bem no filme.
O visual dos monstros firam espetaculares.
Outra mensagem que podemos extrair do longa, e o poder e importância que ele dá para mulher, no caso Gloria. Ela e uma personagem que demonstra força, e vai se tornando cada vez mais forte e independente. A sequência final, mostra bem isso Gloria, consegui superar seus medos, seus traumas, pode fazer uma escolha que seria a mais aconselhável, para enfrentar o relacionamento abusivo que vinha sofrendo, com seu amigo Oscar (Jason Sudeikis), mas resolve resolver tudo sozinho mostrando toda sua força, numa cena muito simbólica. Apesar de toda essa camada, o longa também tem ótimas cenas de humor, principalmente quando gloria esta descobrindo sua ligação com Kaiju (ver um Kaiju rebolando sempre e bom)
Uma amizade que se inicia mui too bem, mas termina de um jeito surpreendente.
Mais uma obra que se diferencia no meio de tantas, não e só um filme de monstros destruindo uma cidade, mas sim a história de uma mulher empoderando-se, criando coragem para enfrentar suas crises, medos e vícios, sem depender de homens como escadas, e sim conquistando e vencendo suas batalhas com esforço próprio, claro pode também ser só um filme bobo de monstros destruindo uma cidade,se assim você quiser.
 De0a5: 4  Passeios no parquinho