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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Filme de Setembro

A Babá 2017

The Babysitter

Dirigido por: McG



Extremamente divertido, não é inovador, e muito mais referencial a clássicos do trash e tropeça nos clichês, mas te prende na frente da tela, do inicio ao fim.

Cole (Judah Lewis) é loucamente apaixonado por Bee (Samara Weaving), sua babá. Até que o garoto acaba descobrindo que ela na verdade é uma assassina adoradora do Diabo. Com isso, para que não revele o segredo, Cole está na mira da babá e seus amigos.

Infelizmente essa onda de filmes de “terror” prejudica um pouco novas produções, pois acaba virando uma formula que todos devem seguir, e a “A Babá” não foge muito disso, aquela musica que aumenta do nada, o longa se perde no meio ao querer nos dar mais sustos do que contar a historia. Eu gostaria muito de saber mais sobre Bee sua seita,mas isso acaba pouca explorado.

A diversão, a parte Terrir do longa, foi o que  me prendeu a ele, a forma como os planos de Cole são feitas, bem engenhosos e malucos,  o sangue caricato, as mortes improváveis, podem lhe render boas risadas.

Visualmente falando “A Babá” e bem agradável, bem claro em sua primeira parte, colorido, como uma pegada “Diário de um banana”. Mais para o final ele toma um tom mais escuro, com mais sangue, mas que mesmo assim não atrapalha a identidade visual do filme.

Pensa em clichê, pensa em referencias, isso ficou bom.


Não existe nenhuma super atuação, todos os personagens são bem apresentados, apesar de nem todos serem bem explorados. As seqüência das mortes são muito divertidas e cheias de sangue e com impacto. A momentos de quebra de expectativa, como parar uma perseguição para que o garoto mostre para o seu assassino, que pode enfrentar o garoto que faz bullying com ele. O momento de virada do filme, e a noite que a Baba vai passar a noite na casa do guri, e tudo muito clichê, o clássico grupo de adolescentes, bebidas, apelo sexual e BAAAAM, o filme cresce.

Essa cena.....

Não é aquele filme que vai ficar para eternidade, talvez você nem lembre dele uma semana depois, mas na hora que você assistir com certeza vai ser divertido. Esteticamente bem interessante, e um roteiro de fácil absorção, vá de braços abertos e mente aberta para assistir  o longa, só não vá de boca aberta por que pode  entra muito sangue, e isso não vai ser legal.


De0a5: 3 Chuvas de sangue

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Filmes de Setembro

Em Ritmo de Fuga (2017)

Baby Driver

Dirigido por: Edgar Wright



Eu estava bem curioso para ver como Edgar Wright ia se sair em Hollywood, por ser um diretor bem autoral, e depois da bagunçada saída da direção de “Homem Formiga”. E meu Deus, que maravilha de filme, que montagem muito bem feita, que atuações e direção, uma obra para mostra para as pessoas que não gostam de musicais.

O jovem Baby (Ansel Elgort) tem uma mania curiosa: ele precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Mesmo assim, o rapaz revela-se um motorista excelente, e começa a trabalhar para uma gangue de criminosos. Quando um assalto a banco não sai como planejado, ele cai na estrada em fuga.


Uma direção de arte impecável.

Acredito não existam muitas coisas para afastar o publico do filme, por mais que a parte musical seja exagerada, ela acontece junto com a ação frenética, o que torna esse musical diferente. Talvez a única falha, e de leve da obra, esteja no seu final e sua necessidade de dar um  “Happy end”, onde acabamos vendo um criminoso (por mais que tenha justificativas, Baby não deixa de ser um criminoso) ciente dos seus atos, ser transformado no cara mais legal e romântico do mundo, o longa exagera ao nos querer passar uma boa imagem do rapaz (O pai adotivo precisava ser um idoso surdo numa cadeira de rodas?).


Uma direção fabulosa, as seqüência de ação, são muito bem construídas e executadas. A montagem do longa e algo fora de serio, o filme realmente esta em movimento, em altíssima velocidade e você não perde nada, por que ele coloca você dentro da ação, e ainda lhe da injeções de adrelina.
Não só as cenas de fuga em alta velocidade são espetaculares, e nos fazem vibrar assistindo o longa, as cenas de diálogos, os cortes rápidos nos momentos certos, e a maravilhosa trilha sonora também ajudam o filme. O elenco tem astros premiados, como Jamie Foxx (como Bats) e Kevin Spacey (como Doc) que estão bem, porem e de Baby o carismático Ansel Elgort, que nos conquista com seu sorriso, seu jeito quieto, e sua jaqueta estilo Han Solo, (como não amar um cara se veste assim e se chama Baby?).Um momento que me chamou muito atenção, fora a primeira cena de fuga e a seqüência em que Baby vai buscar café para seus companheiros, e o momento onde Baby mostra para  Lily James(no papel de Deborah), a musica do T–Rex, que possui o mesmo nome da garota  e som das maquinas de lavar roupas segue o ritmo da musica, WOW.


Eu sou o Baby, você precisa me amar!

“Baby Drive” e um grande achado, pois pode ser um ótimo filme pipoca, mas também serve para você um bom apreciador da sétima arte.Uma das grandes surpresas do ano, como um filme de ação frenético, vai surpreender você que mostrando que um filme de ação pode ser bem fluido e musical. O ritmo aqui e tudo,  e “Baby Drive” não perde o ritmo. Todo mundo conhece alguém que fala “Eu não gosto de musicais”, pegue esse filme e jogue na cara dela, tenho certeza que toda adrenalina, tensão e ritmo, faram ele mudar seu conceito ao terminar o filme, e ir colocar sua jaqueta deslocada, óculos escuros e sair batucando por ai (Como eu fiz).


De0a5: 4,5 vruum vrummm

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Filmes de Setembro2

Medalha de Bronze (2015)

The Bronze

Dirigido por: Bryan Buckley

108 minutos

Divertido? Podemos dizer que sim, embora seja um filme de comedia, seu humor negro pode não agradar a todos, eu por exemplo acabei rindo em poucos momentos, porem dava para sentir o humor presente em todo o filme.
Em 2004, Hope Ann Gregory virou uma heroína americana depois de ganhar uma medalha de bronze para o time de ginástica feminino. Hoje em dia, ela ainda vive na sua pequena cidade natal, esquecida e amargurada, até o falecimento de sua ex-treinadora.
Olha o Gracinha do Sebastian Stan, ai.
Um bom filme, temos boas atuações, porem ele não sai convencional, sua trama e bem batida, deixando seu final extremamente previsível. Em nenhum momento o longa tenta nos surpreender. Se você gosta de palavrões, piadas de humor negro e bem provável que você goste do filme. A obra fica o tempo todo na volta de Hope, não que ela não seja uma boa personagem, mas dá uma cansada e um sentimento de repetição lá pelo meio do filme.
E um doce essa Hope.
As atuações do filme estão bem convincentes, meu destaque em particular vai para Stan Greggory (Gary Cole) que o pai de Hope, ele consegue criar uma boa química com a protagonista.  Hope Annabelle Greggory (Melissa Rauch) está ótima, logo no inicio consegue provocar uma antipatia enorme por sua personagem (que no meu caso foi até fim), mas mesmo com essa antipatia você acaba ficando atendo a ela para saber qual será a próxima ação escrota que ela irá fazer. Por mais previsível que seja,  a atriz consegue construir um arco narrativo, e manter a personagem sempre na mesma linha, o que traz uma veracidade boa, mesmo com todos os exageros da personagem.
Tinha tudo para ser um casal divertido, mas se perde nos exageros.

Está longe de ser um filme ruim, mas tem suas falhas, e uma obra que parece se achar mais engraçada do que realmente é, talvez esse lado seja o ponto negativo do filme, seu lado cômico. A parte mais engraçada, é uma divertida e inusitada cena de sexo, esta cena se você tiver a oportunidade assista. Mas, parar e analisar os personagens, suas motivações, ambições, e todo o egoísmo que os cercam, (sim todos são extremamente egoístas) aí a obra fica interessante, . Vista seu agasalho nas corres da bandeira norte americana e assista o filme.

De0a5: 2,9 duplo twist carpado

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Filmes de Setembro

A Assassina 2015

Nie Yin Niang
Dirigido por: Hou Hsiao-hsien

104 minutos


Filme Chinês, artes marciais, calma, calma, este filme não é exatamente o que você esta pensando, tem lutas? Sim, tem gente voando? Sim, mas eu diria que isso e menos de 10% do filme, prepare-se para contemplar a paisagem externa e interna dos personagens.
China, século IX. Nie Yinniang (Qi Shu), filha de 10 anos de idade do general, é raptada por uma freira que inicia-a nas artes marciais, transformando-a em uma assassina excepcional. Um dia, depois de ter falhado em uma tarefa, ela é enviada de volta por sua senhora para a terra de seu nascimento, com ordens para matar o homem a quem ela foi prometida - um primo que agora lidera a maior região militar no norte da China. Após 13 anos de exílio, a jovem tem de enfrentar seus pais, suas memórias e seus sentimentos.
Olha isso, e uma pintura.

Seu ritmo lento e a forma como são jogados os personagens na história, podem não agradar aqueles mais ligados ao cinema convencional. Assim com os personagens aparecem, eles podem desaparecer, sem serem apresentados. O tempo fílmico, vai e volta, deixando você, que se por acaso piscar muito, ficar acabar um pouco perdido. Vá se preparando para uma cena de arvores balançando, que dure 5 minutos, ou um menino brincando com uma bola, que dura o mesmo tempo.
Visualmente falando o filme e espetacular, sua fotografia e figurinos são belíssimos, que juntos nos garantem cenas lindas. Se só o prazer visual que o longa nos dá, não for suficiente para chamar sua atenção, você pode focar na forma como o diretor humaniza completamente seus personagens. Apesar do texto do filme ser bem complexo, o longa e bem direto em certos assuntos, como por exemplo a nossa estrela principal,  Nie Yinniang. Você entende os dilemas dela e os motivos de suas ações, por que nesse o ponto o filme bem claro, tratando do “lance” dela ser assassina de maneira bem crua e direta. A “Assassina” foi pensando durante 25 anos, e demorou 5 anos desde do início do projeto até o final das filmagens, nisto você já percebe tamanha dedicação e cuidado do diretor com o filme.


Ação,na medida certa.

Algumas (varias) cenas do filme são belíssimas, eu adorei uma cena onde o primo de  Nie Yinniang, o qual ela tem que assassinar, esta explicando a história de sua prima, o porque dela ter ido treinar com uma monja para se tornar uma assassina,  e uma sequência longa, filmada a distância, as vezes a cortina do cômodo onde, os dois estão conversando fica na nossa frente, criando um filtro, uma cena belíssima. As cenas de lutas também (como sempre, neste tipo de filme) são espetaculares, aqui elas são mais lentas, embora terminem rapidamente, você vê o movimento dos personagens, conseguimos acompanhar toda a poesia das lutas.
Essa cena e fabulosa.

Tem que assistir esse filme, quando digo assistir e assistir mesmo, desligue o celular, tente focar só no filme, desculpe se estou sendo babaca falando isso, mas é verdade, se você quer captar toda poesia do longa você deve fazer isso. Se os diálogos parecerem chatos ou longos de mais, simplesmente contemple a paisagem, de alguma coisa você gostar do filme, se não for seu enredo misterioso vai ser por sua beleza visual, por mais que pareça confuso, nos momentos que parar e VER o filme, ele vai acertar um golpe mortal em você.

De0a5: 3,8 balançar das arvores

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

ME JOGUEI #3


No Man's Sky

Genre: First-Person AdventurePublisher: Hello GamesDeveloper: Hello Games
Plataformas: PC e Ps4



Nem 8 nem 80, No Man’s Sky, está longe de ser a maravilha que prometia ser, mesmo com a demora para seu lançamento vemos que não recebemos um jogo completo, mas mesmo assim ele não é a maior decepção da história dos vídeos games, e você pode sim ter boas horas de diversão com o game, assim como eu.



Viagem por toda a imensidão do universo, descobrindo novos planetas, animais e coletando minérios. Sua jornada pode terminar assim que você chega no centro do universo, mas por que parar por ai, se o jogo disponibiliza, mais de 18 quintilhões de planetas, para serem explorados.
Confesso que não entendi essa batalha, apenas apanhei e fugi.

Claro que após algumas horas, se você e um gamer que gosta de passar várias horas seguidas jogando, No Man’s Sky vai se tornar previsível e repetitivo. Suas missões se resumem a chegar em um planeta novo, recolher minérios, voltar para a base, trocar por itens, algumas vezes você pode até encontrar outras criaturas, que muitas vezes tem falas parecidas, e vão te dar algumas missões ou itens, fora isso, todos os outros animais, mau iram interagir com seu personagem. O inventario também se demonstrou um problema enquanto eu jogava, ele tem pouco espaço e rapidamente fica cheio, sendo que para interagir com alguns personagens você não pode estar com ele cheio, se não o NPC não vai te dar o item que você precisa por falta de espaço, sem falar que é muito chato você encontrar um item raro e não poder pegar porque está com o inventario cheio, não existe outro lugar onde você possa guardar seus pertences, por que o inventario da nave também não tem muito espaço.


Contemplação, essa e palavra que define o jogo. Apesar da repetição dos cenários, eles são muito bonitos, sua flora e fauna, bem construídas, uma coisa linda de se ver. Eu passava um bom tempo do jogo (e ainda passo) parado, olhando os animais as flores se mexendo, ou vagueado sem rumo pelos planetas, apenas para contemplar a natureza. Não há muita ação, mas quando tem e divertida, seu personagem resiste bem aos danos, embora seja difícil acerta os inimigos, alguns se movem muito rápido.
Tem lugares lindos, vale a pena a visita.
Cumpre o que prometeu, não de maneira perfeita, mas No Man’s Sky está longe de ser uma decepção, sua mecânica simples, a arte fabulosa, cenários apaixonantes, superam a falta de ação e a repetição. Eu acho incrível a sensação de chegar em novo planeta, cheio de coisas novas, novas descobertas, novas criaturas, novas aventuras, entendo as falhas, mas elas não atrapalham a minha experiência, estou adorando a solidão do espaço, mas da para melhorar.

De0a5: 3.0 herhrhesdggdfsf