terça-feira, 25 de abril de 2017

Filmes de Abril2

O Poderoso Chefinho (2016)

(Boss Baby)

Dirigido por: Tom McGrat



E fofo, lindo, divertido como um bebê , mas também pode ser bem cansativo, como um bebê .
Um bebê falante que usa terno e carrega uma maleta misteriosa une forças com seu irmão mais velho para impedir que um inescrupuloso CEO, que possui um ardiloso plano de vingança.
Um inicio fabuloso, uma apresentação de personagens bem feita, mas faltou o desenvolvimento dos personagens. Nos é apresentado o inventivo Tim, e o intrigante "Bebê", porem me passou a imagem que o longa perdeu muito tempo tentando criar uma rixa e depois uma união entre esse dois personagens, o que acabou prejudicando o desenvolvimento de ambos, já que a historia deles se resumi apenas isso. Outra coisa que gostei, mas ficou muito deixada de lado e  Baby Corp, um lugar muito fabuloso, e pouco explorado infelizmente.
Um dos momentos de embate entre Baby e Tim
Como falei anteriormente a abertura do filme e fantástica, temos a narrativa off, de Tim nos contando como era sua infância com seus pais, onde visualmente e muito bem explorado a imaginação sonhadora de uma criança e toda fantasia que ele cria em sua mente, logo em seguida temos a cena “OOOOWWWWEEEEEN” (O longa cheio delas), que mostra de onde vem os bebes, (sim temos essa revelação) e muito FOFO, da vontade de pular na tela e apertara todos os bebes.
O divertido grupo de bebes.

Visualmente a obra merece bastante destaque, assim como a maneira que aborda o “mistério” de onde vem os bebes de jeito bem criativa, sem falar no grupo de bebes que trabalha com "Baby", que garante cenas engraçadas, como as duas sequencias de perseguição. O filme vai muito bem ai, mas ela acaba terminando simples, indo em direção ao obvio. Vale a diversão, vale as risadas, vale toda fofura dele, vale ainda mais os momentos lindos ao som de "Blackbird" dos Beatles.


De 0a5: 3,5 oooowwweeeenn que fofura!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Filmes de Abril

FRAGMENTADO (Split, 2017) 

Dirigido por: M. Night Shyamalan


Não vou chegar aqui dizer “M. Night Shyamalan, sempre fui fã”, por que não, devido sua carreira inconstante acabei deixando alguns títulos passarem, mas desta vez resolvi dar uma chance para “Fragmentado”, é olha, não me arrependo, uma tensão super bem construída que se mantem até o clímax do filme, com uma boa direção, ótimas atuações, recomendo que vá até final, pode não gostar, mas vá até o final.
Kevin (James McAvoy) possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.


Não parece o mesmo ator, que atuação monstruosa. (hehe)

E um filme bem produzido, seu suspense e bem criado, seu único momento que me incomodou, foram os flashbacks da personagem Casey (Anya Taylor-Joy), entendo que eram necessários, para mostrar a força da personagem, mas um momento só, um pouco mais longo, contando o seu trauma de maneira direta já poderia resolver, não vários soltos ao longo do filme.
Um dos destaques do longa e a incrível atuação de McAvoy, que nos apresenta 8 diferentes facetas das 23 personalidades do seu personagem. Cada um com sua particularidade, uma entrega física e emocional fabulosa. A jovem Anya Taylor-Joy, que já havia chamado atenção em “A bruxa”, aqui mais uma vez se destaca, ela passa uma verdade dramática e uma força, fazendo com que sua personagem não seja apenas uma donzela em perigo.
Foi muito bom ver essa dupla em cena.( McAvoy e Anya Taylor-Joy)

Shyamalan é um baita diretor, um domínio de câmera para poucos. E muito bom você analisar o jogo de câmera que ele faz, conforme McAvoy muda de personalidade, muda os enquadramentos, e a forma como ele consegue nos colocar dentro de ambientes fechados, genial também. Mas o que eu mais gosto nesse diretor incrível, e como ele trabalha o suspense com aquilo, que não esta cena, como por exemplo logo no início do filme a cena do estacionamento do mercado.

Uma direção impecável, atuações acima de media, sim podemos dizer Shyamalan, está realmente de volta. Ninguém trabalha o suspense como ele atualmente. Não é um filme de terror, mas sim pode dar medo, por ser real (ou brincar com a nossa mente fazendo tudo parecer real) e no final, aquela revelação gostosa que tanto gostamos nos filmes dele.

De0a5: 3,8 Continuações

segunda-feira, 13 de março de 2017

Filme de Março2

LOGAN(2017)

Logan

Dirigido por: James Mangold


P*t@ que p@r!#, que filme, que filme bom do car@*&lho. Não é um clássico do cinema, tem suas falhas de roteiro, mas é aquilo que nos (leitores de quadrinhos, criados lendo X-men) queríamos, finalmente, tenso, violento, raivoso, como Wolverine merece. O longa não é só um filme de super herói, ele e uma ótima historia, sobre a relação do tempo e o homem, sobre tudo ter fim, e qual historia nos estamos criado ate que nosso tempo chegue ao fim.(Muito obrigado LOGAN)
Situado no futuro em 2029, Logan e o Professor Charles Xavier precisam lidar com a perda dos X-Men, quando uma corporação liderada por Nathaniel Essex está destruindo o mundo, com o fator de cura de Logan diminuindo lentamente e o Alzheimer de Xavier forçando-o a esquecer de tudo. Logan precisa deter Nathaniel Essex com a ajuda de uma jovem chamada Laura Kinney, um clone feminino do Wolverine.
Sim, ele se destaca bastantes se compararmos a outros filmes do gênero  “Super Herois”, mas se pararmos, deixar a adrenalina baixar, veremos que cinematograficamente ele tem suas falhas. Faltou dar uma trabalhada no roteiro, senti que faltou algumas explicações, muitas informações eram simplesmente jogadas. Falaram muito dos X-men, ao mesmo tempo nada foi dito, eu senti que faltou uma explicação maior sobre os fatos que antecedem "LOGAN". Não chega a ser um problema mas o final e bem previsível.


Tadinho do Wolve.
A ação do filme e maravilhosa, muito bem filmada, coreografias fabulosas, e uma violência, que beira a perfeição (Não sou a favor da violência, só quando o assunto e Wolverine, ai sim, sou a favor), que espetáculo visual, ver aqueles membros sendo arrancados, sangue jorrando, coisa linda Wolve e você também X-23 sua fofa. O longa tem uma tensão enorme, um senso de urgência muito elevado, algo deixa você apreensivo, principalmente nas cenas de ação, por ver Logan debilitado, e quando ele entra em alguma cena de ação, você sempre pensa, “IIII, vai da Me&d@”. O grande sustento do filme são as ótimas atuações, do seu trio principal. A pequena Dafne Keen (Laura Kinney / X-23), ta incrível, a personagem praticamente não fala, mas atriz entrega todo o sentimento atraves da expressao facial e de suas atitudes impulsivas. Patrick Stewart (Charles Xavier), o ator é f0d@, falar de dele e “chover no molhado”, aqui ele entrega um professor X, diferente do que já vinhamos vendo no cinema, é muito bom, as melhoras falas são deles,assistindo “Os Brutos Também Amam” e também quando estão no momento mais família, na mesa de jantar, aquela cena foi de uma verdade que suor escorreu dos meus olhos. E Hugh Jackman (Logan / Wolverine), que entrega, que atuação completa, fisicamente(juntamente com a maquiagem) ele faz um trabalho corporal que é fantastico, voce ve o drama, a perda, as fraquezas no rosto e corpo de Logan, mas não só visualmente mais internamente, graças a brilhante (sim brilhante) atuação de Jackman.


Que trio Fabuloso (pegaram a referencia?).

 Uma obra que sim e um filme de super heróis, tem fantasia, tem seus peageiros, e GRAÇAS A DEUS tem seus exageros.  A violência gráfica do filme, não esta lá gratuitamente(ta bom, sô as vezes), ela e necessária para mostrar a natureza selvagem dos personagens centrais. Mas “LOGAN” vai alem disso, ao nos mostrar que nunca e tarde para amar, para ter esperança, para acreditar que dias melhores viram, nem que para isso tenhamos que nos sacrificar.
De0a5: 4,3  SNIK SNIK

segunda-feira, 6 de março de 2017

Filme de Março

Estrelas Além do Tempo (2016)

Hidden Figures

Dirigido por: Theodore Melfi


Mulheres, negras, lutando e vencendo, precisamos de mais filmes assim. “Estrelas Além do Tempo”, não vai se destacar por suas qualidades técnicas,ou inovações, roteiro elaborado, o filme não é tão ousado assim, mas ele pode servir como fonte de inspiração, sim para isso ele funciona muito bem.
A história é centrada em Katherine Johnson (Henson), uma brilhante matemática afro-americana que, ao lado das colegas Dorothy Vaughn e Mary Jackson, foi peça fundamental numa das maiores operações da história dos Estados Unidos: o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita da Terra e seu retorno em segurança.
Um filme que tem uma historia grande, mas não é um grande filme. Ele mostra a luta das mulheres, e dos negros em geral nos EUA dos anos 60, mas cai na armadilha de dar poder ao personagem branco, como grande salvador, que vai guiar o negro ate a salvação, não é exagerado, mas temos cenas assim. A parte de cálculos e matemática do filme, parece muito artificial, são jogadas contas e números, sem muitas explicações, não parecendo real.
O longa não e forçado o tempo todo, mas tem cenas exageradamente forçadas, mas no geral, ele mostra o racismo em detalhes, ele ta sempre lá, assim como o machismo, e ver como cada uma das personagens lidando e superando isso e o grande destaque da obra. Atuações regulares, cada uma das atrizes tem seu tempo para suas lutas e superações, Katherine Johnson (Henson) tem mais tempo tela, entre os coadjuvantes Al Harrison (Kevin Costner) e o que acaba se destacando mais (as vezes ate exageradamente).

Um destaque do filme, a personagem Katherine Johnson (Henson). 
A segregação racial da época, e mostrada o tempo todo, ela um cenário do filme, fazendo com que você se sinta desconfortável muitas vezes, assistindo coisas simples, como idas ao banheiro e visitas a biblioteca, se tornarem algo extremamente constrangedores. Essa construção de cenário, toda ambientação do filme, realmente nos leva para a America segregada do anos 60, essa imersão, nos coloca dentro do longa.
Que química esse trio tem.
Uma ótima historia, e um filme não tão ótimo assim, “Estrelas Além do Tempo”, acaba perdendo força por ser convencional de mais, mas o fato que ele narra, e a mensagem que passa acabam sendo maiores que isso. Se o filme não empolgar como obra artística, tenho certeza, que como inspiração ele pode ser vir, como exemplo de luta, superação, se ele funcionar assim, bom, cumpriu sua missão, por que cinema também e isso, e um ótimo exemplo deste cinema inspirador, que nos faz acreditar em dias melhores.

De0a5: 3,5 O Homem foi a Lua?