sábado, 13 de maio de 2017

Filmes de Maio

Colossal (2016)

Colossal

Dirigido por: Nacho Vigalondo


Às vezes, a nossa vida está totalmente sem rumo, estamos perdidos, parece que tudo está desmoronando, parece que um Kaiju, está passando e destruindo tudo, e como tirar forças e enfrentar tudo isso?
Glória (Anne Hathaway) é uma mulher comum que depois de perder o emprego e terminar o seu relacionamento é forçada a deixar sua vida em Nova Iorque e voltar para sua cidade natal. Quando surgem relatos noticiosos de que uma criatura gigante está destruindo Seul, na Coréia, Glória gradualmente percebe que possui uma ligação com esse fenômeno.
E aquele tipo de filme que você tem que embarcar na viagem dele, se não fizer isso, não vai curti-lo. O início lento, a relação confusa entre personagens e monstros, tem que superar essas barreiras para ir até final da obra, pode não ser fácil, por que esse surrealismo todo, pode não ser o seu gosto. E tudo muito confuso, as informações são jogadas, a explicação para aparição dos monstros só acontece no final, apesar da tensão a revelação e bem boba e sem sentido, sem muita coisa ser respondida (referente aos monstros).
Porem se você comprou a viagem do filme, ótimo, vai se divertir bastante. Apesar dos Kaijus chamarem bastante a atenção, eles não são o foco principal da obra, são apenas coadjuvantes de luxo. O foco e Gloria, e seus monstros interiores, como o alcoolismo. Essa abordagem inventiva que o longa constrói, transformando nossos medos e frustrações em monstros de verdade, é uma ótima ideia e funciona muito bem no filme.
O visual dos monstros firam espetaculares.
Outra mensagem que podemos extrair do longa, e o poder e importância que ele dá para mulher, no caso Gloria. Ela e uma personagem que demonstra força, e vai se tornando cada vez mais forte e independente. A sequência final, mostra bem isso Gloria, consegui superar seus medos, seus traumas, pode fazer uma escolha que seria a mais aconselhável, para enfrentar o relacionamento abusivo que vinha sofrendo, com seu amigo Oscar (Jason Sudeikis), mas resolve resolver tudo sozinho mostrando toda sua força, numa cena muito simbólica. Apesar de toda essa camada, o longa também tem ótimas cenas de humor, principalmente quando gloria esta descobrindo sua ligação com Kaiju (ver um Kaiju rebolando sempre e bom)
Uma amizade que se inicia mui too bem, mas termina de um jeito surpreendente.
Mais uma obra que se diferencia no meio de tantas, não e só um filme de monstros destruindo uma cidade, mas sim a história de uma mulher empoderando-se, criando coragem para enfrentar suas crises, medos e vícios, sem depender de homens como escadas, e sim conquistando e vencendo suas batalhas com esforço próprio, claro pode também ser só um filme bobo de monstros destruindo uma cidade,se assim você quiser.
 De0a5: 4  Passeios no parquinho

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Filmes de Abril 3

 Os Guardiões (2017)

Zaschitniki 

Dirigido por: Sarik Andreasyan


Mais um filme genérico de super herois, com pouca originalidade, o roteiro que um fiapo, um vilão sem muito sentido, mas espera....E Russo? O que tem um Urso atirando com uma super metralhadora, QUE ESPETÁCULO!!!.

A trama se passa durante a Guerra Fria, quando uma organização chamada "Patriot" criou um esquadrão de super-heróis, que inclui membros de várias repúblicas soviéticas. Durante anos, os heróis tiveram que esconder suas identidades, mas em tempos difíceis eles precisam se revelar novamente.


Nossos heróis.

O roteiro é uma bagunça, tudo muito mal explicado,corrido, e difícil você pegar o real motivo do conflito heróis e vilão, apesar dele ser bem bobo. As atuações embora não sejam grande coisa, não chegam a atrapalhar, o problema e a história genérica de mais, e tudo acontece muito rápido. Um exemplo e a cena onde a organização começa a investigar “Os Guardiões”, liga o computador, dois clicks e pronto, 2 minutos depois acharam todos, que estavam super escondidos por anos, e mais 2 minutos todo mundo ja esta fazendo a missão, mas ok ne.

Confesso que os efeitos especiais me surpreenderam, tudo funciona bem, os poderes são bem explorados, temos ótimas cenas visualmente falando, (Principalmente a cena DO URSO COM UMA SUPER METRALHADORA). Como bom fã de Super heróis, também não vou negar que por mais raso, que tenha sido o roteiro, gostei da ação do filme, ele cumpre o papel de entreter, e tem algumas cenas de alivio cômico divertidas.

FALO NADA!

Temos um bom design de personagens, muito bons mesmo (menos o líder, O cara das pedras), os demais são fantásticos, da vontade de saber da história dos personagens e ver o real potencial dos seus poderes.

                               Khan, eu gostei dele.
Uma historia muito fraca, não sai da formula, abusa de clichês (O que foi o golpe final?), personagens sem profundidade, você nem liga para os dramas deles, um vilão que e qualquer, mas no final “Os Guardiões”, cumpre a função que queria, tem ação, mega explosões, termina o filme tendo exatamente aquilo que você queria, diversão e ainda ganha um URSO COM UMA SUPER METRALHADO GIGANTESCA.


De0a5: 2,5 Tovarish

terça-feira, 25 de abril de 2017

Filmes de Abril2

O Poderoso Chefinho (2016)

(Boss Baby)

Dirigido por: Tom McGrat



E fofo, lindo, divertido como um bebê , mas também pode ser bem cansativo, como um bebê .
Um bebê falante que usa terno e carrega uma maleta misteriosa une forças com seu irmão mais velho para impedir que um inescrupuloso CEO, que possui um ardiloso plano de vingança.
Um inicio fabuloso, uma apresentação de personagens bem feita, mas faltou o desenvolvimento dos personagens. Nos é apresentado o inventivo Tim, e o intrigante "Bebê", porem me passou a imagem que o longa perdeu muito tempo tentando criar uma rixa e depois uma união entre esse dois personagens, o que acabou prejudicando o desenvolvimento de ambos, já que a historia deles se resumi apenas isso. Outra coisa que gostei, mas ficou muito deixada de lado e  Baby Corp, um lugar muito fabuloso, e pouco explorado infelizmente.
Um dos momentos de embate entre Baby e Tim
Como falei anteriormente a abertura do filme e fantástica, temos a narrativa off, de Tim nos contando como era sua infância com seus pais, onde visualmente e muito bem explorado a imaginação sonhadora de uma criança e toda fantasia que ele cria em sua mente, logo em seguida temos a cena “OOOOWWWWEEEEEN” (O longa cheio delas), que mostra de onde vem os bebes, (sim temos essa revelação) e muito FOFO, da vontade de pular na tela e apertara todos os bebes.
O divertido grupo de bebes.

Visualmente a obra merece bastante destaque, assim como a maneira que aborda o “mistério” de onde vem os bebes de jeito bem criativa, sem falar no grupo de bebes que trabalha com "Baby", que garante cenas engraçadas, como as duas sequencias de perseguição. O filme vai muito bem ai, mas ela acaba terminando simples, indo em direção ao obvio. Vale a diversão, vale as risadas, vale toda fofura dele, vale ainda mais os momentos lindos ao som de "Blackbird" dos Beatles.


De 0a5: 3,5 oooowwweeeenn que fofura!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Filmes de Abril

FRAGMENTADO (Split, 2017) 

Dirigido por: M. Night Shyamalan


Não vou chegar aqui dizer “M. Night Shyamalan, sempre fui fã”, por que não, devido sua carreira inconstante acabei deixando alguns títulos passarem, mas desta vez resolvi dar uma chance para “Fragmentado”, é olha, não me arrependo, uma tensão super bem construída que se mantem até o clímax do filme, com uma boa direção, ótimas atuações, recomendo que vá até final, pode não gostar, mas vá até o final.
Kevin (James McAvoy) possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.


Não parece o mesmo ator, que atuação monstruosa. (hehe)

E um filme bem produzido, seu suspense e bem criado, seu único momento que me incomodou, foram os flashbacks da personagem Casey (Anya Taylor-Joy), entendo que eram necessários, para mostrar a força da personagem, mas um momento só, um pouco mais longo, contando o seu trauma de maneira direta já poderia resolver, não vários soltos ao longo do filme.
Um dos destaques do longa e a incrível atuação de McAvoy, que nos apresenta 8 diferentes facetas das 23 personalidades do seu personagem. Cada um com sua particularidade, uma entrega física e emocional fabulosa. A jovem Anya Taylor-Joy, que já havia chamado atenção em “A bruxa”, aqui mais uma vez se destaca, ela passa uma verdade dramática e uma força, fazendo com que sua personagem não seja apenas uma donzela em perigo.
Foi muito bom ver essa dupla em cena.( McAvoy e Anya Taylor-Joy)

Shyamalan é um baita diretor, um domínio de câmera para poucos. E muito bom você analisar o jogo de câmera que ele faz, conforme McAvoy muda de personalidade, muda os enquadramentos, e a forma como ele consegue nos colocar dentro de ambientes fechados, genial também. Mas o que eu mais gosto nesse diretor incrível, e como ele trabalha o suspense com aquilo, que não esta cena, como por exemplo logo no início do filme a cena do estacionamento do mercado.

Uma direção impecável, atuações acima de media, sim podemos dizer Shyamalan, está realmente de volta. Ninguém trabalha o suspense como ele atualmente. Não é um filme de terror, mas sim pode dar medo, por ser real (ou brincar com a nossa mente fazendo tudo parecer real) e no final, aquela revelação gostosa que tanto gostamos nos filmes dele.

De0a5: 3,8 Continuações