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terça-feira, 23 de maio de 2017

Filmes de Maio3

Alien: Covenant (2017)

Alien: Covenant

Dirigido por: Ridley Scott



Me tomei de coragem e fui assistir esse novo filme da franquia Alien, mas confesso que fui já desconfiado com o que eu iria ver. A obra funciona bem alguns momentos como suspense, ou terror bem slasher, mas apenas quando você está “acordado” assistindo, por que é difícil se manter preso ao filme, que vai para um lado filosófico, (bacana, porem desnecessário, já que assunto não evolui), destruindo o ritmo do longa.

2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos.

O maior problema do longa é apresentar ideias e conceitos, e não se aprofundar neles, ele inicia alguns questionamentos filosóficos e religiosos, mas trava e não vai, ele traz elementos de ação e para, com seu início, nos faz pensar que veremos o conceito de Alien de 79, mas também para. Fora essa constante duvida que o longa apresenta, de o que verdadeiramente ele quer ser, a tripulação da nave “Covenant” e suas trapalhadas (BURRICES) nos tiram completamente do filme, serio que a engenheira treinada vai explodir sua própria Nave a tiro? Serio que o capitão (CAPITÂO), vai acreditar em alguém que ele acabou de ver que estava envolvido na morte de uma das pessoas de sua equipe?


Na frente Walter e atras os trapalhões, digo a tripulação de Convenant.

Mas ficar só apontando coisas negativas eu estaria sendo injusto com o filme, por mais que não se aprofunde nos traz discussões bacanas, sobre criadores e criaturas, o homem e Deus. Nesses momentos brilha Fassbender, que faz o papel de dois Androides, Walter (Rutinha) e David (Raquel), tanto no prologo do filme, quanto mais adiante, os melhores diálogos, são dele, fazendo até um tocar de flauta algo interessante. Tirando Daniels (Katherine Waterston) que cumpre bem o seu papel de protagonista e nada mais, o resto esquecível.  A parte visual do longa, o design das naves e roupas, isso e espetacular como sempre.

A competente Daniels

Dentro do universo Alien, “Covenant” faz sentido, completa algumas lagunas, nos da respostas para as consequências de " Prometheus ", mas como obra cinematográfica, ele é “mais ou menos”, apesar da  boa direção temos bons planos e um bom posicionamento de câmera,  mas ele promete muita coisa, cria uma tensão no seu primeiro ato, traz discussões filosóficos no segundo, e no terceiro e só um slasher de terror, com direito assassino excitado (SIM ISSO ACONTECE) matar um casal no meio do ato sexual.

De0a5:  2,5 Mãos perdidas.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Filmes de Maio2

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)

Guardians of the Galaxy Vol. 2

Dirigido por: James Gunn



Se o primeiro foi uma grata surpresa, que me fez sair mega contente do cinema logo após a sessão, essa continuação, embora não traga nada de novo, foi uma confirmação, que me fez sair da sessão mais uma vez feliz e realizado.

Os Guardiões precisam lutar para manter sua recém descoberta família unida, enquanto descobrem os mistérios sobre o verdadeiro pai de Peter Quill.

Tirando a parte confusa da explicação da origem de Ego e tudo ser meio deslocado  e corrido nela, e a minha parte de fã de quadrinhos chato, que queria ver um Planeta com rosto e falante, o filme é bom.

 E incrível a sensação de voltar a ver os guardiões, por que você se sente muito à vontade no meio deles, James Gunn consegue nos colocar para dentro da família. O longa apesar de ser uma fantasia espacial, e ter sequencias maravilhosas de ação, Como Yondu e sua flecha, Rocky na floresta, e a grandiosa luta final entre Peter e Ego, que é fantástica, sem falar nas batalhas de naves(UAU!), mas o longa nos ganha ao “humanizar”, os personagens, e trabalhar muito bem todos eles, desde do pequeno e fofo graveto ate o rabugento ser azul, com seu moicano vermelho, sentimos uma afinidade e nos importamos com os personagens, uma obra cheia de emoções.

Que grupo//família maravilhoso.
Mesmo com essa carga emocional tão forte, até por que falar sobre família exige isso, “Guardiões da Galáxia Vol 2”,  não perde em nada, no quesito humor para seu antecessor. Temos incansáveis cenas cômicas, porem o filme tem um grande destaque na parte visual, todos os cenários e figurinos, muito coloridos e agradáveis aos olhos. Não vou me prender em falar das atuações, todos estão ótimos, até as pequenas participações especiais esta fabulosas. Eu particularmente gostei muito de Drax (Apesar do humor exagerado) e o MEGA,SUPER, HIPER , BLSATER FOFO Baby Groot.

Existe algo mais fofo?(Eu quero um)

Mais uma vez “Guardiões” acerta em cheio, apesar de repetir a fórmula do primeiro filme (o que não é um problema grave, por que essa formula funciona bem), o longa avança na história, você percebe uma evolução nos personagens. A história, o roteiro em si, não é o ponto forte do filme, mas sim os personagens e sua interações uns com os outros, o longa apesar de toda a sua loucura, consegue abordar assunto da paternidade como nenhum outro o filme, com inúmeras figuras paternas, mostrando as consequências da presença ou ausência dessa figura. E fica aqui o grande acerto do filme,  nos colocar para dentro da família “Guardiões da Galáxia”.

De0a5: 4,7 HAHAHAHAHAAHAHAHA!!!

sábado, 13 de maio de 2017

Filmes de Maio

Colossal (2016)

Colossal

Dirigido por: Nacho Vigalondo


Às vezes, a nossa vida está totalmente sem rumo, estamos perdidos, parece que tudo está desmoronando, parece que um Kaiju, está passando e destruindo tudo, e como tirar forças e enfrentar tudo isso?
Glória (Anne Hathaway) é uma mulher comum que depois de perder o emprego e terminar o seu relacionamento é forçada a deixar sua vida em Nova Iorque e voltar para sua cidade natal. Quando surgem relatos noticiosos de que uma criatura gigante está destruindo Seul, na Coréia, Glória gradualmente percebe que possui uma ligação com esse fenômeno.
E aquele tipo de filme que você tem que embarcar na viagem dele, se não fizer isso, não vai curti-lo. O início lento, a relação confusa entre personagens e monstros, tem que superar essas barreiras para ir até final da obra, pode não ser fácil, por que esse surrealismo todo, pode não ser o seu gosto. E tudo muito confuso, as informações são jogadas, a explicação para aparição dos monstros só acontece no final, apesar da tensão a revelação e bem boba e sem sentido, sem muita coisa ser respondida (referente aos monstros).
Porem se você comprou a viagem do filme, ótimo, vai se divertir bastante. Apesar dos Kaijus chamarem bastante a atenção, eles não são o foco principal da obra, são apenas coadjuvantes de luxo. O foco e Gloria, e seus monstros interiores, como o alcoolismo. Essa abordagem inventiva que o longa constrói, transformando nossos medos e frustrações em monstros de verdade, é uma ótima ideia e funciona muito bem no filme.
O visual dos monstros firam espetaculares.
Outra mensagem que podemos extrair do longa, e o poder e importância que ele dá para mulher, no caso Gloria. Ela e uma personagem que demonstra força, e vai se tornando cada vez mais forte e independente. A sequência final, mostra bem isso Gloria, consegui superar seus medos, seus traumas, pode fazer uma escolha que seria a mais aconselhável, para enfrentar o relacionamento abusivo que vinha sofrendo, com seu amigo Oscar (Jason Sudeikis), mas resolve resolver tudo sozinho mostrando toda sua força, numa cena muito simbólica. Apesar de toda essa camada, o longa também tem ótimas cenas de humor, principalmente quando gloria esta descobrindo sua ligação com Kaiju (ver um Kaiju rebolando sempre e bom)
Uma amizade que se inicia mui too bem, mas termina de um jeito surpreendente.
Mais uma obra que se diferencia no meio de tantas, não e só um filme de monstros destruindo uma cidade, mas sim a história de uma mulher empoderando-se, criando coragem para enfrentar suas crises, medos e vícios, sem depender de homens como escadas, e sim conquistando e vencendo suas batalhas com esforço próprio, claro pode também ser só um filme bobo de monstros destruindo uma cidade,se assim você quiser.
 De0a5: 4  Passeios no parquinho

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Filmes de Maio4

X-Men: Apocalipse (2016)

X-Men: Apocalypse

Dirigido por: Bryan Singer

144 minutos



Fiquei muito surpreso com o filme, achei que ele seria bem pior, mas não é  ruim não, consegue amarrar muitas coisas desta cronologia louca de X-Men nos cinemas, apresenta bons novos personagens e consegue trazer um leve tom de realidade para universo mutante, porem os erros continuam os mesmo, e esses atrapalha de mais a narrativa do filme.

Apocalipse, o primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men da Marvel, acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo em que se encontra e recruta uma equipe de mutantes poderosos, incluindo um Magneto desanimado (Michael Fassbender), para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará. Como o destino da Terra está na balança, Raven (Jennifer Lawrence), com a ajuda do Professor Xavier (James McAvoy), deve levar uma equipe de jovens X-Men para parar o seu maior inimigo e salvar a humanidade.

Duas vezes o mesmo plano, e falhou nas duas, realmente um falso Deus.

Eu realmente gostei bastante do filme, mas isso não me deixou cego, me impossibilitando de ver suas falhas. Toda a questão religiosa que envolve Apocalipse é muito bem construída, seus discursos embora repetitivos são bons, mas e um vilão que não sai do lugar e ele se repete e não evolui. Ele discursa muito sobre seu poder, que vai fazer, que vai acontecer, mas não faz nada, ele sozinho (e o filme mostra isso) por si só ja e poderoso, porem ele se preocupa de mais em juntar seu grupo de 4 cavaleiros, do que realmente toca o terror, e dos 4 "amigos" apenas um realmente é importante. Outro ponto que o filme cai bastante e a péssima maneira que explora os personagens. Sim o longa tem personagens de mais, e grande parte não tem destaque,Tempestade (Alexandra Shipp), Psylocke (Olivia Munn) e Anjo (Ben Hardy), e que foram eles? Se eles não estivessem no filme, não faria diferença, que desperdício. Pelo contrario da maioria dos fãs das HQs, a Mistica como líder dos X-Men , não me incomoda ate por que os filmes anteriores nos preparam para isso, o exagero e de atenção e forçada de barra nas falas da personagem, isso sim me incomodou "Vamos a guerra". Aqui vai o ponto que menos gostei do filme( se você acha que e mimi,Ok, mas eu acho importante), X- Men e uma historia que fala sobre preconceito e minorias, mas não é o que vemos no filme,  não temos negros no filme, "A mais tem a Tempestade",sim ok, mas da quele jeito( não estou dizendo que todos os filme do mundo tenham que ter personagens negros, mas sim, que neste filme deveria ter), os mutantes que tem deformidades tirando o Noturno, não abraçam a deformidade e passam o filme todo com uma aparência "normal" o filme não abraça a diversidade e o que foi a Jubileu, que seria a representante asiática.


O trio ternura, já estão no meu coração
Como falei eu gostei bastante do filme, os novo mutantes apresentados estão muito bem, Ciclope (Tye Sheridan) e Jean (Sophie Turner), juntamente com Noturno (Kodi Smit-McPhee) tem uma ótima sintonia, foram muito bem introduzidos, o futuro da franquia pode estar garantido. E os ótimos James McAvoy e Michael Fassbender continuam ótimos, McAvoy tem presença e um mentor, um professor, Fassbender tem o arco mais dramático do filme, você entende (e aceita) o porque dele ser um vilão, e bem justificado, só não fez muito sentido a sua mudança de lado no final do filme, uma recaída desnecessária. E mais uma vez Evan Peters como Mercurio rouba a cena literalmente, sua sequencia na mansão X e espetacular (sim ele e excessivamente rápido, e dai?) e suas falas são muito divertidas, o carisma do ator fazem de seu personagem ser um destaque desta nova leva de Xfilmes.


Sem palavras.
As sequencias de ação do filme estão espetaculares, o CGI funciona na maioria das vezes, a luta final  e grandiosa, temos bons combates, o Apoclipse gigante ficou f0d@, queria ver mais ele, quesito ação o filme esta de parabens. Outro grande destaque do filme e a caracterização dos personagens, tirando um e outro, todos estam bem perecidos com suas versões dos quadrinhos, ate o  Wolverine na cena da Arma X, ficou bem feito, ele poderia ter sido mais bestial, mas ok, pelo menos foi o Wolverine de verdade.

Se o visual do próximo filme for tipo isso, Bryan Singer, você esta de parabéns.

O humor e a ação do filme me surpreenderam, como o filme é dinâmico, tem adrenalina e consegue ser muito divertido quando quer, claro a parte seria do filme, toda sua discussão sobre a religiosidade, falsos Deuses, isso também ficou bem trabalhado, eu consegui trazer toda essa discussão para o nosso mundo( para os nossos falsos Deuses). O porem, é que os pontos fracos do filme são muito fracos, o excesso de personagens sem importância nenhuma, um vilão todo poderoso, que utiliza muito pouco seu poder, a indecisão dos personagens que hora são heróis, hora são vilões(mais uma vez), tudo isso joga o filme para baixo, sem falar na diversidade, que passou longe da mansão X.

De0a5: 3,8 ....
                  Sweet dreams are made of this
                  Who am I to disagree
                  I travel the world and the seven seas

                  Everybody's looking for something
                  
                   la la la la...
                  Hold your head up, keep your head up, movin' on
                 Hold your head up, movin' on, keep your head up, movin' on

                Hold your head up, movin' on, keep your head up, movin' on

                Hold your head up, movin' on, keep your head up


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Filmes de Maio3

A Bruxa 2015

The Witch 

Dirigido por: Robert Eggers

92 minutos




Longe de ser o filme mais assustador de todos os tempos, mas com certeza ele muito perturbador, apesar da lentidão de sua narrativa "A Bruxa" e um longa extremamente inquieto e arrepiante. Seu terror psicológico pode desagradar a muitos, que etão acostumados com filmes que seguem a formula de sucesso dos filmes de terror atuais, porem e um erro se você menosprezar este filme.

Nova Inglaterra, ano de 1630. William e Katherine levam uma vida cristã com suas cinco crianças, morando á beira de um deserto intransitável. Quando o filho recém nascido deles desaparece e a colheita falha, muitas coisas mudam na família.


Não é a tradicional família brasileira, mas esta bem parecido.

O marketing do filme, foi forte e infelizmente atrapalhou o filme, pois foi vendido como um grande terror, não deixa de ser do gênero terror, mas ele se encaixa muito mais no suspense. O longa e lento de mais, poucos cenários, o tempo muitas vezes parece que esta se arrastando, se você não comprar a ideia do filme, com certeza vai acabar dormindo, ou abandonando ele na metade. Outro ponto que as pessoas reclamam e a parte final, na verdade seus 10 ou 5 minutos finais, onde ele revela todo seu mistério. Eu particularmente preferia ter ficado na duvida, mas o filme ter respondido tudo e não ter deixado espaços para outras interpretações não me incomodou.


PAI NOSSO QUE ESTA NO CEU...

A parte visual do filme esta espetacular, a recriação do cenário e figurinos esta perfeita, o filme parece que realmente se passa nos Estados Unidos dos anos 1600, sem falar que aquela casa frágil, no meio de uma floresta assustadora ajuda muito criar um clima sobrenatural. Somado a fotografia, temos a maravilhosa trilha sonora, que esta sim, é extremamente assustadora e surge nos momentos certos, dando um toque sinistro em todas as cenas.

Nunca que eu ia entra na floresta, nunca.

Alem desta ótima ambientação, os atores do filme também estão dando um show  William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) que fazem o casal de pais, são lunáticos religiosos que metem mais medo com suas crenças do que qualquer ser sobrenatural. Os gêmeos Mercy (Ellie Grainger) e Jonas (Lucas Dawson), tem muitos mistérios e duvidas envolvidas em cima deste personagens. O maior destaque vai para Caleb (Harvey Scrimshaw), tem uma sequencia espetacular com ele( na verdade duas , quando ele vai para o floresta com a irmã tem é muito bom) fique de olho nele, e Thomasin (Anya Taylor-Joy)  ela tem uma atuação de gente grande, parece inocente, frágil e isso e fortalecido na cena onde seu irmão mais novo um bebe e raptado (não e Spoiler esta no trailer), mas com o passar do tempo, com o desenrolar da trama, ela tem umas mudanças, no jeito de falar, nas atitudes que eu fiquei " Carvalho, quem essa menina, será que ela... não, ela não", eu achei difícil decifrar a personagem.

Tão bonitinha, parece uma barbiezinha.

A bruxa visualmente e uma obra de arte, um espetáculo visual, funciona para distrair você e funciona para a narrativa, as atuações estão muito boas, toda questão do fanatismo religioso e a loucura que isso leva, a questão da mulher  nos 1600, caso ela saia um pouco do que é "comum" e esperado de mulher, já e considerada Bruxa, esses assuntos são muito bem abordados e construídos. O filme poderia deixar estes assuntos como alegorias, nos deixar na duvida, se você viu filme, sabe que não é assim (espero que não seja spoiler), ele faz questão de sair da sombras e deixar tudo claro, seu final não é decepcionante, eu gostei dele, as cenas são maravilhosas, o problema para alguns e que ele exatamente aquilo que todo mundo esperava, não tem virada nenhuma, eu achei OK, BUUUU!

 De0a5: 4,5 Black Phillip

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Filmes de Maio2

Zootopia /2016

Zootopia

Dirigido por: Byron Howard / Rich Moore

108 minutos



Com certeza uma das maiores surpresas positivas deste ano, um filme que serve para nos ajudar na criação de crianças que construíram um amanhã menos pre-concentuoso e se tudo der certo pode favorecer a mudanças na forma de pensar de alguns adultos.

Quando Judy Hopps chega em Zootopia, ela descobre que ser a primeira coelha da equipe da polícia, formada por animais grandes e fortes, não é nada fácil. Determinada a provar seu valor, ela embarca em uma aventura atrapalhada e bem humorada, ao lado do malandro raposo Nick Wilde para desvendar um grande mistério.


Essa cidade e incrível, tomara que a Disney explore mais ela.

E o filme bem profundo, cheio de alegorias, mas ao mesmo tempo simples, de fácil compreensão para as crianças, um ótimo trabalho desse novo estúdio Disney, mas o filme não chega a ser perfeito. Nick tem sua importância, sim, tem uma cena que mostra sua infância que e bem feita, da um pouco de profundidade ao personagem, mas eu achei ele tão sem graça, era para ser um dos principais, mas ha diversos personagens muito mais interessantes que ele. Outro ponto que o filme poderia ter trabalhado melhor, e personagem "Garra Mansa" o longa trabalha o preconceito mas esse personagem não sai do esteriótipo, de "gordinho bobo", diferente da maioria dos personagens que quebram as barreiras.

Heheheh, essa cena...hehehe...é muito...hehehe...boa.hehehe...

Definitivamente "Zootopia", não e só uma animação infantil que vai alienar as pessoas, com suas diversas gags cômicas,  uma obra muito maior que isso, porem suas gags são extremamente divertidas, como a hilaria cena no Detran, sem falar das ótimas referencias a "Poderoso Chefão" e "breaking bad". E também uma obra politica, na sua primeira cena já da o tom do filme, como ele aborda de maneira bem clara e didática o tema do preconceito, ao longo do filme todo isso é reforçado, temos a cena onde Hopps fala "Coelhos podem chamar outros coelhos de fofinhos, mas os outros animais não", esta cena é de um impacto gigantesco. Podemos  também ver o filme como um longa policial de primeira qualidade, com pistas a serem resolvidas, um criminoso inteligente, que me fez querer ir atras dele e investigar junto com os protagonistas.


Gostei da dupla, o esperto Nick e a fof....Ops desculpa e a competente policial Judy.

Questões politicas, onde nos mostram que políticos muitas vez estão mais preocupados com suas imagens e seus benefícios do que com o povo, o feminismo, temos uma personagem feminina protagonizando a historia, ela e forte, inteligente, independente e o melhor não ganha características masculinas para justificar sua importância, preconceito racial jogado na nossa cara, quebra de paradigmas, personagens simpáticos, divertidos, um cenário lindo e colorido, uma narrativa bem simples e de fácil compressão. Zootopia consegue ser tudo isso, se você tem preconceito contra animações esta obra pode te ajudar a superar, seria perfeito se ninguém tivesse preconceito, mas todos temos, não podemos ser hipócritas, mas também é lindo quanto lutamos para supera-los, faça isso se você tem esse, garanto que essa nova Disney vai te ajudar.

De0a5: 4,5 Auuuuuuuuuuuuuu!

domingo, 8 de maio de 2016

Filmes de Maio


Capitão América: Guerra Civil / 2016


Captain America: Civil War


Dirigido por: Anthony Russo /Joe Russo 



 147 minutos




Não e o melhor filme de super heróis, nem o melhor filme da Marvel, mas ele é muito bom, tem drama, senso de urgência, seus personagens são profundos, o clima de tensão fica no ar por muito tempo, consegue também ser extremamente divertido, ate mesmo hilario em alguns momentos e cheio de ação como um bom filme do Estúdio Marvel. Ou seja Capitão America: Guerra Civil e mais um acerto Marvel.

Ai, ai, que cena.
O governo cria um órgão para supervisionar os Vingadores, o que acaba causando uma divisão no grupo. Um grupo liderado por Steve Rogers(Chris Evans) e seu desejo em manter os Vingadores livres para defender a humanidade sem interferência do governo, e o outro que segue a surpreendente decisão de Tony Stark (Robert Downey Jr.) em apoiar o governo na fiscalização de seus atos. No meio de tudo isso ainda temos reaparição do Soldado Invernal.

Esta obra só não é perfeita, pelo mesmo motivo de sempre, mais uma vez o erro se repete a Marvel não soube trabalhar bem seu vilão (sim tem um Vilão com um plano maluco por trás de tudo). Zemo (Daniel Brühl) e um bom personagem, suas  pequenas aparições são boas, mas a motivação seria legal, mas acabou ficando meio forçado por que outro personagem, no mesmo filme já tinha utilizado a mesma justificativa, só que para outros atos, e isso ficou um pouco repetitivo, como falei o personagem e bom, sua justificativa e valida, apenas e repetitiva na trama.

Logo na primeira cena, o cara já manda uma pose do  Bruce Lee( esses negros maravilhosos de Wakanda que saem lutando)

Se o vilão não e bem explorado, eu não posso dizer o mesmo dos de mais personagens, os antigos ganham profundidade em sua maioria, e os novos, os novos MEU DEUS DO CÉU! roubam a cena. Homem de Ferro, mesmo com suas habituais piadas e seu sarcasmo, ele esta bem mais dramático no filme, e um dos personagem com maior peso emocional, e no terceiro ato do filme isso só aumenta. Diferente da HQ , no longa você acaba entendendo ele e por que não  acaba ate torcendo para ele, devido suas motivações. Capitão America, alem de ser a definição da palavra "Heroi", ele também esta tentando proteger seu amigo de infância que sendo caçado "injustamente", e difícil torcer contra um cara assim né?. O personagem esta ótimo, um pouco sem graça no começo, mas sua interação e liderança com a equipe foram ótimas, sua melhor participação ate agora entre todos os filmes da franquia. Agora, vamos falar do que realmente foi F0D@, Pantera Negra, cenas de lutas fabulosas, que uniforme perfeito, e T'Challa (Chadwick Boseman) também está com uma presença forte, realmente um rei, assim com Tony este personagem tem uma carga dramática enorme. O Homem Aranha, que finalmente está espetacular, a personalidade esta perfeita, tem as melhores falas do filme,  hilario ao mesmo tempo, que sabe muito bem suas responsabilidades e trata elas com seriedade como relata em seu dialogo com Tony. Esse Peter Parker (Tom Holland) promete muito, seu começo vou arrasador assim como a Tia May (Marisa Tomei ).


Eu só tremia.
Visualmente falando o ponto alto do filme foi com certeza a cena do aeroporto, são sequencias de ação frenéticas, bem ensaiadas o CGI funciona lindamente bem. Todos os heróis são bem explorado, os irmãos Russo conseguem destacar todos os poderes, ninguém fica de fora, o GRANDE destaque vai mesmo para o Homem- Formiga, que esta fabuloso nesta cena, não só nesta , sempre que ele aparece também rouba a cena. Claro que não posso deixar de mencionar a luta final de Capitão e Bucky contra o Homem de Ferro, esta cena e bem no final do filme, quase a ultima, assim que ela acaba você pensa "Nossa! Eu assisti um filme maduro".


Fa service bem feito da nisso.
Parabéns Marvel, conseguiu fazer um filme que avança seu universo cinematográfico, traz novos personagens, a profunda muito bem seus personagens mais antigos, em momentos simples, como preparando uma receita em casa, uma obra que se sustenta sozinha, mas também e uma continuação que fecha furos de Capitão America: Soldado Invernal e Era de Ultron, agora podemos ver a forte relação de amizade entre Steve Rogers  e Bucky Barnes (Sebastian Stan)  enquanto as consequências de Sokovia são jogadas na nossa cara. Definitivamente não e um filme revolucionar, mas em determinados aspectos ele atinge um nível de perfeição épico.

De0a5: 4,5 Fuscas