segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Filmes de Fevereiro12

Steve Jobs (2015)

122 minutos

Dirigido por: Danny Boyle




Sabe quando quando a historia de vida de alguém é tão fantástica que você pensa  "Isso poderia virar um filme", e dai vão lá  e fazem quatro filmes sobre a mesma historia em um espaço curto de tempo, esse foi maior problema que o bom filme "Steve Jobs" acabou sofrendo alem do roteiro. Um ótimo elenco que apesar do roteiro ser bem mais ou menos, fazem o filme se tornar maior do que ele realmente é.

O filme narra três  grande momentos da vida do inventor, empresário e magnata Steve Jobs: os bastidores do lançamento do computador Macintosh, em 1984; da empresa NeXT, e doze anos depois,  o iPod, no ano de 2001.


A historia de vida de Steve Jobs e fascinante, mas ele foi contada inúmeras vezes nos últimos anos, livros, series, documentários e filmes, essa repetição afastou bastante o publico, fazendo o filme não ter uma boa bilheteria. A montagem do filme e um pouco confusa, com grandes saltos temporais, ele termina assuntos sem explicar direito, e já começa outro logo em seguida. Não li o livro que inspirou o roteiro do filme, mas achei o final, um pouco forçado, heroico de mais, que não condizia muito com a construção do personagem ate ali.

Jobs e  o difícil relacionamento com sua filha.

Se o roteiro não faz a diferença, os atores fazem, Kate Winslet como Joanna Hoffman consegue ser uma ótima coadjuvante, tem seus momentos sábios, e sensíveis como consultara e amiga de Steve. Não é uma atuação espetacular, mas consegue criar uma boa e importante personagem. Michael Fassbender  cada vez melhor, no meio de tantas interpretações de Jobs, ele consegue se destacar, apesar de não ser nenhum um pouco parecido fisicamente com o Steve. Fassbender sempre se destaca pela sua entrega aos personagens, neste filme não e diferente, ele cria um Steve Jobs, totalmente único, intenso, com um ar de superioridade, o personagem e uma boa mistura de Fassbender com o real Steve.

 Joanna Hoffman(Kate Winslet) e Steve Jobs (Michael Fassbender ), que dupla fabulosa.

A direção do filme que ficou por conta de Danny Boyle, e bem regular, consegue nos manter presso na trama na maior parte do tempo. Temos uma mudança da câmera que começa com um 16mm e depois passa para 35mm, que casa muito bem com as mudanças tecnológicas que estavam acontecendo na historia contatada pelo longa. As diálogos também são muito bem escritos, principalmente as cenas que envolvem Steve e Joanna. Um dos melhores momentos do filme, fora as apresentações dos produtos de Jobs, é um momento onde ele explica qual a função, e o instrumento tocado por um Maestro em uma orquestra.

Uma das grandiosas apresentações.

Apesar de ainda dar um ar de "entidade sobe-humana" para Steve Jobs, o filme tenta de alguma forma humanizá-lo, e esses momentos humanos, mostrando os bastidores de suas grandiosas apresentações, são  o ponto alto de "Steve Jobs". Vale conferir, não é um  filme memorável mas e bem competente, no meio de tantas cinebiografias de Jobs, essa consegue se destacar, muito por méritos pessoais de atores e direção, por que como um todo, o filme não é nada alem de comum. 


De0a5: 4 Maças mordidas.





sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Filmes de Fevereiro11

Brooklyn (2015)

111 minutos

Dirigido por: John Crowley 




Eu sinceramente esperava bem mais do filme, e um bom filme, Saoirse Ronan destaca mostra todo um amadurecimento, mas fora isso, o filme não vai longe.

A jovem irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn para tentar realizar seus sonhos. No inicio ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), um descendente de italiano. Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

Ela não é apenas uma menina linda, mas sim uma grande atriz.
Fui pronto para ver um romance, porem o filme era mais que isso, sim o romance esta lá e de maneira bem forte, porem a momentos, que isso fica de lado, e o drama que Ellis esta passando, com todas as duvidas, medos e pressão e a unica coisa que conseguimos prestar atenção, e torcer para que tudo fique bem com a contadinha. Saoirse Ronan, esta bem madura, nas horas que ela tem que se demostrar doce ela consegue lindamente(Ruivas S2) e quando tem que se mostrar forte, não mostrar duvidas, nem fraquezas, ela também consegue. Ellis vai de menina para mulher ao longo do filme, uma transformação muito bonita, e a verdade que atriz passa e mais linda, prestem bem atenção na primeira vez que ela vai para EUA e na segunda vez, essas cenas deixam bem claro o que estou falando.

se precisar de um ombro para chorar eu tenho dois.
O único deslize do filme, apesar da ótima interpretação de Saorise Ronan, foi no momento de definir qual seria o destino da personagem, ela parecia ter um imenso amor, rapidamente fica em duvida, o filme da uma aclarada, (spoiler) uma vizinha fofoqueira surge(fim do spoiler), ai sim ela se decidi, parece que não foi o amor, mas sim o medo da fofoca.


Um casal bem lindinho.

Brooklyn tem algo que o torna um destaque, a parte de recreação histórica, o cenário do Brooklyn e muito bem feito, os figurinos são bonitos, apesar de simples, se você notar Ellis esta sempre usando verde e branco, que combinado com o seu cabela alaranjada, lembram as bandeira do Irlanda, conforme ela vai se fixando nos EUA, começa a também mudar seu visual. A fotografia do filme e bela( vai ter indicação ao Oscar) no Brooklyn e belo, mas as cenas na Irlanda são espetaculares. A direção também e simples, não tras muitas coisas nova, achei interessante a maneira como ele faz o plano contra plano, fora isso, nada de mais.


Eu adorei essas cenas.

Simples, não tem grandes reviravoltas, mas e uma obra bonita de se ver, o romance e super construído e doce, uma paixão inocente, daquelas cheia de promessas e juras de amor, e piegas, sim, mas e bonito. Tem o contraste bem legal  dos ambientes, na Irlanda  Ellie nos bailes de clube com sua amiga, as duas bem tímidas, e nos EUA, morando em uma pensão de garotas, todas "modernas", saindo com rapazes, dois mundos totalmente diferentes, mas que ela consegue se relacionar com ambos. Vá assista o filme e veja como é bonito o amadurecimento de Ellie.

De0a5: 3,7 Trocas de roupa na praia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Filmes de Fevereiro10


Deadpool (2016)

108 minutos

Dirigido por: Tim Miller 




Engraçado, divertido, cômico e hilario, pronto esta ai, isso e Deadpool, não leve o filme a serio, o filme quer ser só uma piada, essa e sua proposta e ele consegue. Tudo que temos na Hq e jogado para dentro do filme, uma ótima adaptação dos gibis, com sua estrela principal brilhando mais que tudo, o filme se assume como piada,  e não vai alem disso.

O bicho Piruleta.

Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Agora com poderes ele torna-se Deadpool, e vai traz do homem que destruiu seu corpo, assim como sua vida, para traze-lo a normalidade.

Wade, depois do experimento para cura do el câncer.

O filme ser uma total adaptação dos quadrinhos tem os seus problemas. Ele não traz nada de novo, não ousa em nada, tudo que você viu nos trailers, e o filme, tudo que você leu nas HQs e o filme, se você for uma pessoa muito critica, pode achar ele ate repetitivo( mas nunca sem graça) e não parece que a franquia pretende ir alem disso. Mas o ponto mais fraco do filme sem duvida e seu trecho final. O longa estava indo em uma linha bem urbana, contida, estava indo bem, o combate final destoa de todo o resto do filme.


Lutas muito bem coreografadas, mas Ajax foi mais um vilão genérico.

O filme ser uma total adaptação dos quadrinhos tem suas vantagens, ainda mais quando o ator principal, no caso Ryan Reynolds encarna por completo o personagem. Reynolds como Deadpool e a melhor coisa do filme, um personagem carismático que consegue prender o publico, durante grande parte do filme, faz piada com tudo, com cenas do filme, coisas da cultura pop, com outros filmes, outros heróis, com as HQs e seus criadores, personagem, ate mesmo com você o filme faz piada, e todas funcionam. Temos a quebra da quarta parede onde Deadpool, fala direto com o publico que também funciona muito bem. Graças a essa ótima caracterização do personagem, você não liga para o roteiro raso e cheio de furos do filme, apenas queremos ouvir a próxima piada e ver mais uma cabeça sendo arrancada.


A divertida participação de Negasonic Teenage Warhead e Colossus.

As melhores cenas do filme tirando as de ação(essas visualmente falando são espetaculares), são os momentos onde ele faz piada referente a universo cinematográfico dos X-Men, as piadas são muito inteligentes e o mais importante HILARIAS. A dupla Ryan Reynolds  e Morena Baccarin, que faz o papel de par romântico de Deadpool, também garantem sequências divertidíssimas.


Apesar da parte romântica durar mais tempo que o necessário, eu gostei do casal. 

E um filme bem perdido, bagunçado, porem maduro, ele sabe o publico que vai atingir, e como fazer para atingi-los. São sequencias de humor, que parecem  que foram feitas por um fã de Deadpool, e realmente foram, ficou muito bacana o resultado final. "Vagner sou fã do personagem devo ir assistir ao filme? Claro, como assim fã e não assistiu ainda, Bata na sua cara antes que bata, "Vagner, eu não sou leitor de quadrinhos, mas gosto de filme de heróis, devo assistir? Claro, pode parece um pouco diferente do que você esta acostumado a ver,  mas a unica diferença e que nesse tem ate tiro no c*. "Vagner posso levar meu filho pequeno para ver?" , Melhor não, vai por mim, "Vagner e meu filho adolescente chato?" Esse talvez, você deixa ele assistir filmes violentos, conversa com ele sobre sexo, drogas? se a resposta e não, então não leve ele,(Ei, psiu você adolescente chato, você sabe o que e REDTUBE? Xvideos? Sempre que alguém fala consolo você ri? Já brincou de rei do camarote na balada?Já foi para casa depois de uma festinha sendo carregado pelo palhaço? Sim, então vá com seus amiguinhos, que você não vai ver nada de mais.) .Deadpool cumpre o seu papel, todas as expectativas são atingidas agora vamos torcer para que sua sequencia consiga dar um passo a frente, ousar mais, e não sentar em cima de uma formula apenas para lucrar.

De0a5: 4,5 unicórnios.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Filmes de Fevereiro9

Macbeth: Ambição e Guerra (2015)


113 minutos

Dirigido por: Justin Kurzel



Já vou avisando você tem que estar familiarizado com as obras de William Shakespeare, pelo menos uma, qualquer coisa, nem que seja um textão dele no face, se não o filme, apesar de boas atuações, fotografia e trilha lindos, ele não vai funcionar para você. 

Macbeth (Michael Fassbender) é um general do exército escocês que trai seu rei após ouvir um presságio de três bruxas que dizem que ele será o novo monarca. Ele é altamente influenciado pela esposa Lady Macbeth (Marion Cotillard).


O filme começa com muita ação, mas não vai se acostumando.

Os diálogos do filme são tirados fielmente do texto de Shakespeare, com um inglês arcaico mais rebuscado,de difícil tradução e interpretação, para alguns pode ter sido positivo para outros não, vai de cada um, eu preferiria um meio termo. O filme e muito pautado nos diálogos, (não li a obra original) e esse vocabulário mais difícil, somado a falta de ação, tornam o filme extremamente lento. O filme também exagera nas cenas de "Plano Geral", o cenário e lindo mas são muitas tomadas assim, acaba ficando repetitivo.


Um belo cenário (mas essas tomadas se tornam repetitivas)

Em relação ao casal Macbeth, as atuações estão ótimas. Marion (minha linda) como sempre esta ótima, consegue passar a imagem dominadora, ardilosa de Lady Macbeth. E O fantástico Michael Fassbender, esta destruidor, não resquícios de sanidade em sua interpretação, apenas amor, ódio e  ambição.


Olha essa carinha, e claro que esse cara tava mais louco que Batman.

E uma obra com o clima bem pesado, uma fotografia suja, mas muito bela, a trilha também e muito boa. Os monólogos do personagem Macbeth são muito bons(difíceis as vezes), seus questionamentos, e falas muito bem escritas e interpretadas rendem ótimas cenas. Ha dois momentos bem tensos, que envolvem perdas familiares que são excelentes.(na verdade são tristes, mas as cenas são muito bem realizadas)


Marion, casa comigo, eu nunca te pedi nada,por favor!

E difícil errar em um filme baseado nas obras Shakespeare, este longa e bem honesto(ate de mais) com os leitores da obra original e entrega tudo que promete. Se a falta de ação freia o ritmo do filme os diálogos fazem ele andar. Acredito não ser um filme de fácil absorção para um marinheiro de primeira viajem no mar das adaptações Shakespearianas.

De0a5: 3,7 neblinas